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Política Nacional

Único crime concreto da ‘Vaza Jato’ até aqui é a invasão a conversas privadas

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IstoÉ

Glenn Greenwald arrow-options
Edilson Rodrigues/Agência Senado – 11.7.19

Jornalista americano Glenn Greenwald durante sabatina no Senado para explicar ‘Vaza Jato’

A polêmica dos diálogos do ex-juiz Sergio Moro com os procuradores de Curitiba já dura mais de um mês. E, depois de muita patacoada, qual foi o crime cometido no caso? Até agora, está claro que foi a invasão criminosa das conversas dos magistrados responsáveis pela maior ação de combate ao crime organizado no Brasil. Apesar desse ter sido o crime concreto no rumoroso caso, quem está sob investigação é o juiz que colocou os corruptos na cadeia. Uma inversão total de valores. O mais grave é que os malfeitores não dilapidaram apenas os cofres públicos, mas destruíram o futuro de milhares de crianças que ficaram sem escolas e hospitais por causa das verbas desviadas. E são esses inescrupulosos políticos que o americano Glenn Greewald e seus parceiros querem ver inocentados.

Lançam mão de milhares de diálogos, que podem ter sido editados ou adulterados, para corroborarem a tese de que o juiz agiu de má-fé. Apesar do magistrado não ter cometido nenhuma ilegalidade, da forma como as conversas são divulgadas dá-se a falsa impressão de que a Lava Jato foi ilegal e que os políticos condenados são inocentes. A primeira remessa de diálogos divulgada pelo The Intercept Brasil , aliás, foi usada apenas para justificar a volta à pauta do habeas corpus em favor de Lula , que tinha como pano de fundo a suposta suspeição de Moro na condenação do petista no caso do tríplex do Guarujá.

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Essa parece ser a única motivação de Glenn : libertar Lula e aniquilar a Lava Jato. Como os diálogos do seu site não tiveram força para soltar o corrupto líder petista, o americano terceirizou os diálogos para a Folha e depois para a Veja . O tom dos vazamentos, contudo, continuou na mesma balada: o “malvado” juiz teria se aliado aos procuradores para condenar os “inocentes” petistas.

Basta ver o festival de besteiras composto pelo recente pacote de 600 mil diálogos de Moro , segundo a revista semanal. O ex-juiz aparece pedindo para que os procuradores incluíssem um documento contra o contraventor Zwi Skornicki, mas ele foi inocentado por Moro nesse caso.

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A revista diz ainda que o ex-juiz não desejava que o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, fizesse delação. Ora, Cunha iria delatar pessoas com foro especial e, diante disso, o processo teria que passar obrigatoriamente pela PGR e pelo STF. O assunto nunca esteve na mesa de Moro. É um absurdo atrás do outro.

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Ao fim e ao cabo, o que vemos é a velha divisão política do País: uma parte torcendo para os bandidos e a outra imensa maioria se aliando aos mocinhos.

Fonte: IG Política
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Política Nacional

Witzel diz que ligação para Mourão foi para ‘mostrar união’ e ‘pedir apoio’

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Wilson Witzel arrow-options
Luciano Belford / Agência O Dia

“Quero dizer que minha ligação, ontem, ao vice-presidente foi para demonstrar união”, disse Witzel.

Após críticas do presidente Jair Bolsonaro e do presidente em exercício Hamilton Mourão , o governador do Rio, Wilson Witzel, usou seu perfil no Twitter, nesta segunda-feira, para comentar o episódio. Em vídeo um vídeo, ele disse que a conversa que teve com Mourão sobre as chuvas no Norte e Noroeste do estado — gravada por Witzel e compartilhada na mesma rede social — foi para “mostrar união, pedir apoio e dar satisfação ao povo e aos prefeitos em uma hora tão difícil”.

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“Quero dizer que a minha ligação, ontem, ao vice-presidente foi para demonstrar união, de todos aqueles que estão preocupados com essa tragédia: Município, Estado, União. E dar satisfação para os prefeitos, para o povo, de que o governador do Estado está também pedindo esse apoio à União. Então, espero que nós todos estejamos unidos para salvar essas pessoas que estão hoje debaixo de água. Obrigado”, disse Witzel .

Na conversa que teve com Mourão, ocorrida neste domingo e filmada por um assessor do governador, Witzel pede apoio ao envio de água potável às áreas atingidas pelas chuvas. Ao comentar o episódio, Bolsonaro disse que “o que se trata por telefone tem que ser reservado”.

“Pelas imagens, ele está no seu carro e um assessor filma. E ele liga para o presidente em exercício. Acho que não é usual alguém fazer isso. Eu não gostaria que fizessem comigo qual seja o assunto. O que se trata por telefone tem que ser reservado”, disse o presidente.

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Já o presidente em exercício acusou Bolsonaro de não ter “ética” e “moral”. “Em relação ao governador Wilson Witzel, ele diz que foi fuzileiro naval. Eu acredito que ele esqueceu a ética e a moral que caracterizam as Forças Armadas quando saiu do corpo de fuzileiros navais. Nada mais tenho a dizer a respeito”, disse Mourão, ao chegar na Vice-Presidência.

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Mais tarde, ao deixar a Vice-Presidência, Mourão disse que conversou com o presidente Jair Bolsonaro sobre o assunto e afirmou que os dois concordaram que Witzel deveria ter avisado que faria a gravação:

“O presidente só disse que é uma coisa que não é ética. É óbvio. Se você vai gravar alguém, você diz: ‘Olha, vou te gravar aqui, porque vou botar para o povo do Rio de Janeiro, para saber que eu estou atuando’. Ok, beleza, 100%”.

Governo divulga nota sobre o episódio

Em nota, o governo do estado disse que a divulgação do vídeo nas redes sociais tinha como objetivo de apenas “tranquilizar os moradores de cidades do Noroeste do estado fortemente atingidas pelas chuvas”. O comunicado ressaltou ainda que a publicação “não tem qualquer outra conotação que não demonstrar união num momento de necessidade do povo” e que “o telefonema carateriza uma conversa de trabalho”.

Leia a íntegra da nota: 

“O vídeo divulgado nas redes sociais do governador Wilson Witzel tem somente a intenção de tranquilizar os moradores de cidades do noroeste do estado, fortemente atingidas pelas chuvas e, em função disso, sem item básico neste momento que é água para consumo. A informação de que os governos estadual e federal estarão juntos para atender demandas básicas da população da região não tem qualquer outra conotação que não demonstrar união num momento de necessidade do povo. Por isso é importante e de interesse público.

A disposição de auxiliar a região demonstrada pelo presidente em exercício, Hamilton Mourão, é prova do compromisso com as vítimas dessa calamidade que trouxe grandes prejuízos a várias cidades fluminenses. Ressalte-se que o telefonema carateriza uma conversa de trabalho, buscando uma solução para um problema específico. E a sensibilidade demonstrada pelo presidente em exercício evitará o sofrimento de milhares de pessoas”.

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Confira a conversa entre Witzel e Mourão:

Witzel : Senhor presidente, boa tarde!

Mourão : Boa tarde, governador, tudo bem?

Witzel :Tudo bem! Presidente, estou aqui em Porciúncula, uma região muito afetada, Porciúncula, a região de Itaperuna…

Mourão : Estamos cientes, estamos cientes, governador.

Witzel : O maior problema, agora, presidente, é água. Estou com uma grande quantidade de água lá no Rio de Janeiro e precisava trazer para cá. E, realmente, a população aqui de Porciúncula é de 15 mil pessoas sem água. Estou indo para uma outra região daqui, Bom Jesus (de Itabapoana), também sem água porque as bombas da Cedae estão submersas, está a metade da cidade submersa. Nós já pedimos para o Ministério da Defesa para fazer o protocolo e aí estou passando para o senhor essa nossa necessidade.

Mourão : Vou falar com o ministro Fernando para intensificar isso aí. O ministro Canuto está lá em Minas Gerais e no Espírito Santo. Aí, qualquer coisa a gente apoia mais alguma coisa aí no Rio de Janeiro, governador. Fica tranquilo.

Witzel : Obrigado, presidente! Vou avisar os prefeitos que estão aqui comigo. Vou comunicar a eles. Obrigado! Agradeço o apoio do senhor e da União!

Fonte: IG Política
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Política Nacional

Justiça de São Paulo apreende caminhonete de Ciro para indenizar Holiday

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Ciro Gomes falando ao microfone arrow-options
Marcelo Camargo / Agência Brasil

Ciro foi presidenciável em 2018

A Justiça de São Paulo apreendeu uma caminhonete Toyota Hilux do ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) para garantir que ele pague parte da indenização ao vereador Fernando Holiday (DEM). Ciro foi condenado em fevereiro do ano passado a pagar R$ 38 mil a Holiday por tê-lo chamado de “capitãozinho do mato”. A informação é da colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo .

A decisão foi tomada pela juíza Lígia dal Colleto Bueno, da 1ª Vara do Juizado Especial Cível, e a defesa do ex-minsitro já disse que vai recorrer.

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Ciro deu declaração durante um entrevista à Rádio Jovem Pan, em junho de 2018. “Imagina, esse Fernando Holiday aqui. O capitãozinho do mato, porque é a pior coisa que tem é um negro que é usado pelo preconceito para estigmatizar, que era o capitão do mato do passado”, disse na ocasião. À epoca ele disputava as eleições para presidente.

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Fonte: IG Política
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