conecte-se conosco


Carros e Motos

Um passeio cheio de “causos” pelos anos 80

Publicado

source
Honda XL arrow-options
Mario Villaescusa

Eu, Diego Rosa e a ilustre Honda XL 250 (a “Xiselona”)

Montar em sua motocicleta, ajustar suas preferências de suspensão pelo celular, acertar o percurso da viagem no GPS e saber onde estão seus companheiros de estrada em tempo real, na tela do painel de instrumentos, são algumas das conveniências que a tecnologia nos proporciona. Assim, a aventura é completa. Como eram, então, as viagens há 30 anos? Ou melhor, como eram as motocicletas nos anos 80? Alguém se lembra da Honda XL (as “xiselinha” e “xiselona”), por exemplo?

LEIA MAIS: Quase abandonada, Yamaha DT 200R 1998 ganha novo dono e nova vida

Em uma época em que a eletrônica ainda não havia dominado a indústria mecânica, as motocicletas eram, sim, objetos de enorme prazer. A exemplo da Honda XL que citei logo acima, tinham carburador, velocímetro de cabo, algumas até platinado, mas cumpriam o seu papel, tanto de transporte quanto de lazer. Mal comparando, imagine tentar falar com seus amigos utilizando telefones de disco.

Os anos 80 foram fantásticos. Nossas motocicletas era poucas, mas totalmente nacionais, visto que as importações de veículos foram proibidas em 1976. Tanto que existe atualmente pessoas que curtem essas motocicletas, muitas vezes porque viveram essa época – o meu caso –, ou porque acompanharam as movimentações desse mercado desde a infância. É o caso do nosso amigo Diego Rosa.

Diego montou uma coleção de motocicletas, a maioria dos anos 80, baseada nos seus desejos da adolescência, e foi mais além. Chamou seus inlfuenciadores da época para um evento mais que especial: um passeio com algumas peças de seu acervo. Para mim, foi como uma viagem no tempo.

As “parceiras no crime”

Honda XL arrow-options
Mario Villaescusa

A Honda XL 250R 1984 era a sensação de 25 anos atrás

Entre as várias motocicletas disponíveis, eu escolhi aquelas que mais me lembravam “causos”. A Honda XLX 250R de 1984 me recordou de quando o prefeito de nos “escoltou” até a divisa de sua cidade, quase nos empurrando com o para-choque de seu carro oficial, até o limite do município. Cena do filme “Rambo”.

A Honda XLX 250R, a “xiselona”, era a motocicleta que todos da redação queriam para as viagens de aventura, pois tinha uma boa potência, era confortável no asfalto e se virava bem fora dele. Fora que dava status, era a motocicleta do momento.

Já a Honda XL 125S, a “xiselinha”, era a sua versão menor, mais acessível porém não menos valente. Não era veloz nem confortável quanto a sua irmã maior, principalmente devido à suspensão traseira bichoque, mas com uma relação custo/benefício muito atraente.

LEIA MAIS: A Honda CRF 1000L Africa Twin nos caminhos de terra

Essa motocicleta me lembrou um bate-volta de seis dias de São Paulo a Porto Alegre, totalmente embaixo de chuva. Chovia tanto que, sem as comodidades dos dias atuais, toda a minha roupa ficou ensopada dentro da mochila. Lá pelas tantas parei em uma funilaria na beira da estrada e aluguei a estufa de pintura por uma hora, só para secar meu macacão de couro. E mais: um camarão estragado em Florianópolis me trouxe a São Paulo parando a todo momento e quase não conseguindo segurar aquela magrela de pé. Cheguei vivo.

Honda XL arrow-options
Mario Villaescusa

Honda XLX 350R 1988: pedal de partida e a nuvem de gafanhotos

Tem uma história com a Honda XLX 350R? Claro! A evolução da “xiselona”, que além de um motor maior tinha algumas linhas mais retas e farol retangular, acompanhou a enorme Yamaha XT 600 Ténéré em uma viagem ao Pantanal. Eu e meu companheiro de viagem revezávamos as duas motocicletas. Mesmo se virando bem em longos percursos, é óbvio que o maior conforto da Yamaha a fazia a preferida, mas era uma viagem democrática. O farol tipo lamparina da XLX 350R a fazia seguir a Ténéré e seu duplo farol nos trechos noturnos, mas o melhor da motocona era a partida elétrica.

Se a Honda XLX 250R era difícil para fazer funcionar no pedal, a XLX 350R, com maior taxa de compressão, era ainda pior. Daí o “causo”. Eu seguia a XTzona por trilhas no meio do Pantanal até uma clareira muito aprazível. Tiro capacete, tiro luvas, tiro casaco e, o pior, desligo o motor da XLX. Alguns minutos de contemplação, apenas, até avistarmos, ao longe, uma mancha escura no céu, se aproximando. Uma nuvem? Vai chover? NÃO! Uma nuvem de gafanhotos!

LEIA MAIS: A nova Yamaha Tracer 900 GT exige condução especializada

Meu querido parceiro de viagem sentou na Ténéré, apertou o botãozinho mágico e sumiu! E eu lá, sem luvas, casaco aberto e capacete desafivelado, tentando, como um louco, acionar o maldito pedal no pé direito. E nada. E a nuvem crescendo. Aí não vi mais nada. Ficou tudo preto e, como em um previsível filme de terror, o motor pegou. Engatei a primeira e saí, sem ver para onde ia. Dei sorte, não caí em nenhuma vala nem acertei nenhuma árvore, e a nuvem ficou para trás. Como da outra vez, voltei vivo. E idolatrando o tal botãozinho mágico.

A outra motocicleta que me levou a uma viagem no tempo foi a Agrale Dakar 30.0 1988. Monocilindro dois tempos de 190 cm3, refrigerado a água, freio dianteiro a disco e uma aparência bem agressiva, parecendo motocicleta de maior cilindrada, a Dakar era muito desejada no fim dos anos 80.

Da minha história com a moto, lembro de seu lançamento, no cânion do Itaimbezinho, no Rio Grande do Sul. Antes de me aventurar pelos caminhos que nos aguardavam, comentei que iria ser legal passar naquela trilha estreita que se podia ver cá de cima, e fazer um “chuá” naquele córrego. E lá fomos.

LEIA MAIS: Um passeio pelo sul da Califórnia. De Harley

Depois de descer o desfiladeiro, em uma estrada de terra de uns 30 metros de largura, eu ficava me perguntando onde estaria aquela trilha. É, eu deveria ter usado um binóculo, era aquela estrada larga era a trilha e o chuá era um rio que, de tão largo, atravessamos de balsa. A tal balsa, no entanto, era peculiar. Era movida a… piloto de moto. Isso mesmo, a balsa deslizava em um cabo de aço de uma margem à outra do rio, e eram os pilotos das motos, ou qualquer outro “passageiro”, que empurrava a balsa de um lado a outro.

Yamaha GTS arrow-options
Mario Villaescusa

Yamaha GTS 1000 1993: Uma das primeiras Big Touring a chegar com a abertura das importações

Depois de rodar com essa e outros motos dos anos 80 , fui relembrar uma motocicleta que impressionou os anos 90, a Yamaha GTS 1000 de 1993. Já com o mercado aberto, as importadas começaram a chegar e essa big touring era a vitrine da tecnologia mecânica, com suspensão dianteira monobraço, sem garfo. Muito estável e confortável em retas, era pesada em curvas e de uma complexidade mecânica sem igual, ainda sem a assistência que a eletrônica permite atualmente.

LEIA MAIS: De São Paulo a Tiradentes com a nova Honda Gold Wing

Há muito pouco tempo, peguei uma dessas, de um colecionador, para uma reportagem sobre motocicletas clássicas. Só fui, porque no meio do caminho ela se recusou a funcionar e voltou no guincho. Certifiquei-me, que não era a motocicleta atual do Diego, não imaginaria que existissem duas iguais por aqui.

Depois de uma manhã cheia de casos e causos, com a Honda XL e várias outras motocicletas para nos lembrar de como era a vida sobre duas rodas de 30 anos atrás, o nosso anfitrião Diego Rosa preparou “aquela” paella em seu privado clube de motocicletas antigas. Da próxima vez, Diego, queremos as motocicletas dos anos 70!

Fonte: IG Carros
Comentários Facebook
publicidade

Carros e Motos

Novo Audi A3 Sedan é revelado com visual agressivo e tecnologias inéditas

Publicado

Audi A3
Divulgação

Novo Audi A3 Sedan: Novidade deve chegar ainda este ano para concorrer no segmento premium

O Audi A3 Sedan da segunda geração foi revelado. A novidade mantém a plataforma MQB usada pelo modelo antigo, incluindo os mesmos 2,64 metros de entre-eixos, mas recebeu diversas atualizações. Por fora, as principais mudanças estão na dianteira, com grade alargada e faróis que lembram os do novo Q3 e trazem.

LEIA MAIS: LEIA MAIS: Nova geração do Audi A3 é revelada com sistema híbrido leve e novo design

Na versão de topo, vem com LEDs com 15 tipos de atuação para otimizar a iluminação. O para-choque também é inédito. Está confirmado para o Brasil, só não há uma definição de quando será o lançamento, que viria para entrar no lugar do A3 Sedan nacional, que deixará de ser fabricado em 2021 . Na Europa, as vendas começam no meio do ano. 

O novo A3 Sedan ficou levemente maior, mas só por fora. O comprimento cresceu 4 cm, alcançando 4,50 m. Enquanto isso, largura e altura ficaram 2 cm e 1 cm maiores, respectivamente, chegando a 1,82 m de largura e 1,43 m de altura. As demais medidas não sofreram alterações. É o caso da distância entre-eixos (2,64 m) e do porta-malas (425 litros).

Leia mais:  Ferrari que foi da polícia italiana é colocada à venda

As linhas do Audi A3 ganharam personalidade, e agora se aproximam de modelos maiores, como o A7. Enquanto a grade frontal está maior, o perfil se manteve bem demarcado, enquanto as lanternas traseiras agora são menos quadradas.

LEIA MAIS: Guiamos o Audi e-tron, uma síntese de vários carros em suas melhores formas

Mais novidades

Audi
Divulgação

A traseira fica mais moderna, tal como os novos conjuntos mecânicos

O interior do novo Audi A3 , por sua vez, chega completamente renovado, com duas saídas de ar-condicionado posicionadas mais acima, quase juntas do volante. O console central traz tomada de 12 volts e freio de estacionamento com acionamento elétrico, cujo botão fica bem próximo à manopla de câmbio. Ele também pode vir com painel digital e head-up display. A central multimídia, de 10,1 polegadas, também é maior que a antecessora.

LEIA MAIS: Audi Q3 retorna totalmente renovado para enfrentar os rivais

Futuramente, o Audi A3  (hatch e sedã) ganhará novas motorizações, além de tração nas quatro rodas. No mercado europeu, a novidade será vendida com três opções de motorização: 1.5 TFSI a gasolina (150 cv) e duas variações do 2.0 TDI, que entregam 116 cv e 150 cv.

Leia mais:  Hyundai e Honda adiam novamente interrupção das atividades nas fábricas

Há dois tipos de transmissão: manual de cinco marchas e automático de sete velocidades. O modelo vem com suspensão traseira multilink apenas nas versões com 150 cv e pode ser encomendado com o sistema de amortecedores adaptativos.

Comentários Facebook
Continue lendo

Carros e Motos

Por causa da pandemia, FCA adia chegada de elétricos e híbridos ao Brasil

Publicado

source
Jeep Renegade
Divulgação

Renegade e Compass 4xe ficaram para 2021 no Brasil, onde serão vendidos como importados da Itália

O mundo nunca será o mesmo depois da pandemia do novo coronavírus e isso inclui o setor automotivo. Entre o que já está se sabe que está mudando estão alguns lançamentos, como os que a FCA previa para o Brasil neste ano. Além da nova geração da picape Fiat Strada, que ficou para julho, a fabricante terá de deixar apenas para 2021 a chegada do 500 elétrico e das versões híbridas da dupla Renegade e Compass.

LEIA MAIS: FCA confirma Renegade e Compass híbridos no Brasil; novo 500 será elétrico

No início de fevereiro, a reportagem de iG Carros esteve na coletiva de imprensa com o presidente da FCA na América Latina, Antônio Filosa, que havia confirmado que tanto o 500 elétrico quanto os dois híbridos da Jeep chegariam ao país ainda em 2020. Mas, agora os planos iniciais foram por água abaixo.

Os SUVs Renegade e Compass híbridos foram apresentados em janeiro na CES 2020, em Las Vegas (EUA) e chegarão ao Brasil no ano que vem, importados de Melfi (Itália) a um preço sem previsão, entre outros motivos, por causa da alta volatilidade das cotações do dólar e do euro. No caso do Jeep Compass 4xe, o principal rivai será o Toyota RAV4 .

Leia mais:  Novo Audi A3 Sedan é revelado com visual agressivo e tecnologias inéditas

Assim como o Compass híbrido, o Renegade 4Xe virá com o 1.3 turbo, de 180 cv e câmbio automático de seis marchas, que funciona em conjunto com motor elétrico, de 60 cv, somando uma potência combinada de 240 cv, o suficiente para acelerar de 0 a 100 km/h em 7 segundos, conforme a FCA.

Novo elétrico FCA

E a nova geração do Fiat 500 ficou mais sofisticada e luxuosa, fruto de um investimento de US$ 700 mihões na fábrica em Mirafiori (Itália). Quando chegar ao Brasil, o subcompacto será vendido apenas com motor elétrico e passará a concorrer com modelos como Chevrolet Bolt e Renault Zoe, cuja nova geração também deverá desembarcar no País em 2021.

LEIA MAIS: Projeção antecipa como deverá ficar a versão SUV do Argo

O novo Fiat 500 é equipado com um motor elétrico de 87 kW (118 cv). A marca divulga aceleração de 0 a 50 km/h em 3,1 segundos, e de 0 a 100 km/h em apenas 9 segundos, tempo realmente surpreendente, quando lembramos que não é um carro esportivo. A velocidade máxima é limitada eletronicamente em 150 km/h, com 320 km de autonomia.

Leia mais:  Avaliação: Toyota Hilux GR-S seduz pela dirigibilidade aprimorada

As baterias de íon-lítio do Fiat 500 elétrico têm capacidade de 42 kWh e foram projetadas para a recarga rápida nos postos de energia. Ele é capaz de recuperar 80% de sua carga total em apenas 35 minutos, ou garantir 50 km de autonomia com apenas 5 minutos na tomada.

LEIA MAIS: Nova Fiat Strada é mostrada por completo antes de chegar às lojas

É possível utilizar wallbox de 7,4 kW, com capacidade para completar a energia das baterias por completo em pouco mais de seis horas. Em uma tomada comum, o tempo necessário sobe para 14 horas, conforme a FCA .

Fonte: IG Carros
Comentários Facebook
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Política Nacional

Entretenimento

Esportes

Mais Lidas da Semana