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Política Nacional

‘Temos partidos em demasia’, diz Marco Aurélio sobre nova legenda de Bolsonaro

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Marco Aurélio Mello arrow-options
Carlos Moura/SCO/STF – 17.9.19

Marco Aurélio vai receber pedido de abertura de novo partido

O ministro Marco Aurélio Mello , que integra o Supremo Tribunal Federal ( STF ) e é membro substituto do Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ), criticou nesta terça-feira a quantidade de partidos existentes no Brasil, que hoje somam 32. O comentário foi feito diante da pergunta sobre como avaliava a ideia do presidente Jair Bolsonaro de criar uma nova legenda. Ele evitou comentar se daria tempo para haver coleta de assinaturas e para o TSE aprovar a criação da sigla em apenas seis meses.

“Resta saber se vai haver aprovação. Eu, quando estive na atuação no TSE, votei pela desaprovação dos últimos partidos. Eu creio que o Brasil já tem partidos em demasia. Ao invés de se buscar a correção do (uso do) fundo partidário, se busca a correção da forma, da vitrine”, afirmou.

Marco Aurélio esclareceu que, em tese, há hipóteses na lei que justificam a suspensão do repasse de cotas do fundo a um partido, como pretende fazer Bolsonaro em relação a sua atual legenda, o PSL. No entanto, ele não quis comentar se, no caso específico, a medida deveria ser tomada.

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O ministro acrescentou que o TSE não tem poderes para afastar dirigente de partido, como se pretende fazer em relação ao deputado federal Luciano Bivar (PE), presidente do PSL .

“Um partido é uma instituição jurídica de direito privado. Uma intervenção estatal é dificílima, a partir dessa premissa”, disse. “O fundo, há realmente as causas que levam à suspensão da quota. Interferir na direção, não. Mas temos que aguardar, porque colegiado é uma caixa de surpresa”, completou.

Fonte: IG Política
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Política Nacional

O que é o “gabinete do ódio” que está na mira da CPI das Fake News

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Jair Bolsonaro e filho arrow-options
Rafael Carvalho/Governo de Transição

Grupo tem forte influência sobre as decisões do presidente

Ele fica no terceiro andar do Palácio do Planalto e agora está na mira da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga a disseminação de informações falsas na internet, a CPI das Fake News . Com forte influência nas opiniões do presidente Jair Bolsonaro, o ” gabinete do ódio ” é um grupo que produz relatórios diários para a presidência sobre os acontecimentos do Brasil e do mundo, coordena as redes sociais do Planalto e todo o planejamento de campanhas digitais do governo federal.

Defensor da pauta de costumes, o grupo é ligado ao vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC), filho do presidente, e também conta com a participação dos assessores Tércio Arnaud Tomaz, José Matheus Sales Gomes, Mateus Matos Diniz e Filipe Martins, que cuida dos assuntos da área internacional do governo Bolsonaro.

O grupo funciona de uma forma independente dentro e não aceita nenhum tipo de interferência dos funcionários da Secretaria de Comunicação (Secom). O seu líder é Carlos Bolsonaro, que atua sob a inspiração do escritor Olavo de Carvalho, e várias vezes já convenceu Bolsonaro a adotar posições mais duras.

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Uma dessas situações aconteceu no fim de julho, quando o presidente desistiu de receber o chanceler da França, Jean-Yves Le Drian e depois apareceu em uma transmissão ao vivo nas redes sociais cortando o cabelo.

Apesar dessa grande influência que o grupo tem na agenda de Bolsonaro, Flávio é um dos filhos que não vê com bons olhos a atuação mais extrema do grupo. Por conta disso, ele frequentemente pede que o pai deixe de dar tanta importância ao grupo.

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Outro integrante do “gabinete do ódio” é Célio Faria Júnior, que Bolsonaro trouxe da Marinha e hoje é chefe da Assessoria Especial da Presidência. Completando o time está o assessor parlamentar Leonardo Rodrigues de Jesus, o Leo Índio. Ele é primo dos irmãos Bolsonaro, tem carta branca para entrar no Palácio do Planalto e atua como se fosse um “espião” do governo. 

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Em uma ocasião, Leo Índio já fez dossiês de “infiltrados e comunistas” nas estruturas do governo federal. 

Fonte: IG Política
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Política Nacional

“A sociedade nunca vai ficar satisfeita”, diz Maia sobre fundo eleitoral

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Rodrigo Maia arrow-options
Renato Costa / FramePhoto / Agência O Globo

Maia defendeu que congressistas não desejam tirar recursos de saúde

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou, nesta sexta (6), que “a sociedade não vai ficar satisfeita nunca, mas é preciso financiar a democracia”. A frase de Maia, dita à Folha de S. Paulo , se refere à proposta do Congresso de aumentar o fundo eleitoral de R$ 2 bilhões para R$ 3,8 bilhões para as eleições municipais do próximo ano.

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Maia afirmou que este é um tema polêmico e por isso os congressistas precisam mostrar que isso não afetará áreas fundamentais de orçamento público. Ele explicou que independente do orçamento estipulado para o fundo eleitoral, mesmo que continuasse o mesmo que o de 2018 (R$ 1,7 bilhão), os congressistas precisam mostrar de onde o recurso público estaria vindo.

Caso seja aprovado com o texto atual, serão realizados cortes em recursos de saúde, educação e infraestrutura para financiar o fundo eleitoral . “Está tirando recurso da saúde? O relator tem que vir a público e mostrar que não vai tirar recurso da saúde, não é? Porque certamente esse não é o objetivo de nenhum dos deputados e de nenhum dos senadores”.

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“É óbvio que a prioridade do orçamento público tem que ser sempre o cidadão brasileiro”, defendeu o presidente da Câmara . Maia, no entanto, afirmou que a democracia precisa ser financiada com recursos públicos ou privado, utilizando isso como argumento para a necessidade do fundo eleitoral.

Fonte: IG Política
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