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Polícia Civil conclui inquérito e indicia 33 por organização criminosa ligada ao jogo do bicho

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Assessoria | PJC-MT

Quase mil páginas compõem o inquérito policial da operação “Mantus”, que foi finalizado nesta sexta-feira (07.06) pela Polícia Civil e encaminhado ao Ministério Publico Estadual com o indiciamento de 33 integrantes de duas organizações criminosas investigadas em crimes de lavagem de dinheiro oriundo da contravenção penal do “jogo do bicho”.

Em pouco mais de 1 ano, os dois grupos criminosos movimentaram mais de R$ 20 milhões em contas bancárias. Uma das organizações é liderada por João Arcanjo Ribeiro e seu genro Giovanni Zem Rodrigues. A segunda é chefiada por Frederico Muller Coutinho. Eles estão presos em cumprimento de mandados de prisão preventiva.

Os três e mais 30 pessoas foram indiciadas crimes de organização criminosa, extorsão, extorsão mediante sequestro, lavagem de dinheiro e contravenção penal do jogo do bicho.

As investigações foram comandadas pela Delegacia Especializada de Fazenda e Crimes Contra a Administração Pública (Defaz) e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO),  ambas unidades da Diretoria de Atividades Especiais da Polícia Civil de Mato Grosso.

A operação deflagrada na quinta-feira (29.05) passada prendeu 29 pessoas, de um total de 33 mandados de prisão preventiva e 30 buscas e apreensão domiciliar. Entre os presos está o ex-comendador João Arcanjo Ribeiro, seu genro Giovanni Zem Rodrigues, e  Frederico Muller Coutinho, sendo este último acusado de liderar uma segunda organização criminosa montada para disputar o território do jogo do bicho com os dois primeiros.

As ordens judiciais foram expedidas pelo juiz da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu, para cumprimento nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e cinco municípios do interior de Mato Grosso, além de um alvo preso no estado de São Paulo, no aeroporto internacional de Guarulhos, com apoio da Polícia Federal. Trata-se de Giovanni Zem Rodrigues.

O delegado titular da Delegacia Fazendária, Anderson Veiga, pontuou a investigação como um dos maiores trabalhos realizados neste ano pela Polícia Civil, considerando o aparelhamento das forças de segurança, principalmente, no que diz respeito a inteligência, qualificação dos profissionais e aquisição de equipamentos. “Foi uma operação complexa que demandou muito tempo de investigação e importante porque culminou no desmantelamento de duas organizações criminosas do jogo do bicho, atuantes em Mato Grosso”, destacou.

Interrogatório

João Arcanjo Ribeiro foi interrogado na quinta-feira (06), na sede da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). Sob forte esquema de segurança ele foi retirado do Raio 5 da Penitenciária Central do Estado (PCE) até a GCCO, onde por mais de três horas foi questionado sobre diversos pontos da investigação.

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Quando preso, na operação, o bicheiro teve apreendido em sua casa R$ 201 mil, dinheiro que alegou estar declarado em seu imposto de renda e ser mantido no imóvel para despesas diárias.

Durante seu interrogatório, Arcanjo negou todos os questionamentos que lhe imputariam alguma responsabilidade criminal, como documentos apreendidos que o vinculam ao jogo do bicho. Esses documentos referem-se a uma grande apreensão ocorrida em 12 de julho de 2018, pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), no bairro Jardim Campos Elíseos, em Cuiabá. Foram 12 máquinas eletrônicas de apostas apreendidas, várias bobinas, tabelas do jogo do bicho, e outros matériais de aposta. Na ocasião duas pessoas foram detidas. Veja mais 

Apreensão ocorrida em 2018.

O delegado responsável pelas investigações, Luiz Henrique Damasceno, lembrou também que nessa ocasião foi encontrado na minicentral um documento de arrecadação (Darf) da fazenda São João, de propriedade da João Arcanjo Ribeiro.

 “Demonstrando desde então vínculo do funcionário Marcelo Honorato com Arcanjo e Giovanni Zem. Também foram descobertos remessas de dinheiro para o Uruguai, cerca de 500 mil nos últimos 5 anos. O problema é um bicheiro mandado dinheiro para fora do país, destinado a pessoas ligadas a Arcanjo”, destacou.

Na investigação também consta foto de um recibo de R$ 20 mil entregue por um bicheiro a  outro, no estacionamento onde João Arcanjo Ribeiro trabalha, o Estacione Parking, na Avenida Rubens de Mendonça (CPA), em Cuiabá. No dia e horário, o monitoramento eletrônico da tornozeleira de João Arcanjo aponta que ele estava no estacionamento,  que é de sua propriedade, além da extração de conversa via aplicativo Whatsapp, autorizadas pela Justiça.

Outro ponto considerado na investigação é o fato de João Arcanjo dividir a mesma secretária da empresa Granito, considerado o estabelecimento comercial que  mais “lavou” dinheiro.

O estacionamento e a empresa são considerados o “QG” do jogo do bicho e lá foram encontrado planilhas de contabilidade, que podem ser da jogatinha, sendo semelhantes a localizada no quarto de Giovanni Zem durante as buscas realizadas na operação. Esta última é igual a outra  planilha apreendida com o gerente do jogo do bicho na região Norte de Mato Grosso, Mariano Oliveira, que ainda teve diversos produtos do jogo, como máquinas eletrônicas, cadernos dos sonhos, e outros localizados em sua posse.

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Giovanni Zem Rodrigues quando ouvido permaneceu em silêncio, assim como Frederico Muller Coutinho. Mas segundo os delegados que atuaram no inquérito policial, Luiz Henrique Damasceno (Defaz), Flávio Henrique Stringueta (titular GCCO), Juliana Chiquito Palhares (GCCO), e Frederico Murta (GCCO), membros do grupo de Muller acabaram confirmando fatos descobertos ao logo de quase 2 anos de investigações, que estão nos relatórios policiais.

Investigação

As investigações iniciaram em agosto de 2017, com  denúncia de um colaborador, indicando a existência do domínio do jogo do bicho por parte de  Frederico Muller Coutinho. Mas durante a apuração constatou-se que havia mais de uma organização, e que está se mantinha sob a liderança do ex-comendador e seu genro.

“A desarticulação dessas organizações representa a contenção de um acirramento que já estava acontecendo com sequestro e extorsões, relacionado ao jogo do bicho, que  não pára. A parte da lavagem de capitais foi mais complicada, pois necessita identificar de onde vem o recurso e sua destinação”, relatou o delegado Luiz Henrique Damasceno.

O delegado titular do GCCO, Flávio Henrique Stringueta, asseverou que mesmo que o inquérito seja concluído as investigações irão continuar. “As investigações continuarão para tentar encontrar mais bens e atacar a parte econômica das organizações criminosas”, disse.

Apreensões

Ao todo, a operação Mantus apreendeu mais de R$ 300 mil, em espécie, dezenas de máquinas eletrônicas de aposta do jogo do bicho, documentos, jóias, relógios, e 11 veículos, dos quais dois foram devolvidos e nove continham em poder da Justiça. São duas SW4, um Chrysler blindado, Fiat Toro, S10 2019, entre outros automóveis.

Foram ainda seqüestrados a mando da Justiça, o hotel Colibri que fica na cidade de Tangará da Serra, o estacionamento Parking na Avenida do CPA, em Cuiabá, o imóvel da empresa Granito, todos de propriedade de João Arcanjo Ribeiro.

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Fonte: PJC MT
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Trio envolvido em homicídio em Araguainha é preso logo após o crime

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Assessoria | PJC-MT

Os três autores de um homicídio bárbaro, ocorrido na cidade de Araguainha, foram presos em flagrante pela Polícia Civil de Alto Araguaia com apoio da Polícia Militar, na segunda-feira (18.06), logo após o crime. Os suspeitos, Rosimar Neves da Rocha, 28, Ruan Fernandes da Silva, 18, e Thiago Augusto da Silva, 32, confessaram o crime e foram autuados em flagrante por homicídio qualificado.

O crime que vitimou, Geraldo Pereira Bezerra, 32, ocorreu na madrugada de 18 de junho, na casa da vítima, no Centro de Araguainha. Na ocasião, a vítima foi surpreendida pelos criminosos, que inicialmente o torturaram com golpes de faca e depois atearam fogo em seu corpo.

A Polícia Militar foi acionada por vizinhos que perceberam a ação dos criminosos. Quando a equipe chegou ao local, a vítima ainda estava com vida, porém logo em seguida não resistiu aos ferimento e morreu no local.

Diante da situação, as equipes da Polícia Civil e do Núcleo Investigativo Operacional (NIO) da Delegacia de Alto Araguaia foram acionadas e sob a coordenação do delegado Carlos Roberto Moreira de Oliveira, agiram rápido, conseguindo identificar e prender os autores do crime.

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Questionados, os suspeitos confessaram o crime e disseram que executaram a vítima por conta de um desentendimento entre eles. Após serem detidos, os autores foram encaminhados para Delegacia de Alto Araguaia, onde o flagrante foi lavrado pelo delegado Fernando Fleury.

A ação contou com a participação de policiais militares de Ponte Branca, investigadores plantonistas da Delegacia de Polícia Civil de Alto Araguaia, e com a equipe de Policiais do Núcleo Investigativo Operacional (NIO) da mesma Delegacia.

 

Fonte: PJC MT
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Autores de roubo em Alto Araguaia têm prisão cumprida em Goiás

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Assessoria | PJC-MT

Três autores de crime de roubo cometido no município de Alto Araguaia (415 km ao Sul) foram presos pela Polícia Civil de Mato Grosso no Estado de Goiás. A ação foi deflagrada com apoio da Polícia Militar local para cumprimento dos três mandados de prisão em abertos.  

Com as prisões decretadas pela Comarca de Alto Araguaia, os suspeitos D.P.B., 21, I.G.C.J., 22, e L.R.M., 42, foram localizados e presos na terça-feira (19.06), na cidade de Santa Rita do Araguaia (GO).

Os três foram descobertos nas diligências pra apurar um roubo ocorrido no ano de 2018, no centro da cidade de Alto Araguaia. Na ocasião, indivíduos com armas de fogo assaltaram um estabelecimento comercial, o qual também atuava como correspondente bancário.

As investigações realizadas pelo Núcleo Investigativo Operacional (NIO), da Delegacia de Polícia de Alto Araguaia, identificaram o trio como os responsáveis pelo crime. Diante dos indícios a Polícia Civil representou pelos pedidos de prisão dos envolvidos.  

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Com as ordens judiciais decretadas pela Justiça, a equipe de policiais civis do NIO conseguiu levantar o paradeiros dos investigados em Santa Rita do Araguaia (GO), região de divisa com Mato Grosso. A ação para prisão dos três procurados contou com apoio da Polícia Militar de GO. 

Após cumprimento dos mandados de prisão, os presos foram levados para Delegacia de Alto Araguaia, e posteriormente transferidos para Cadeia Pública onde permanecerão à disposição da Justiça.

 

Fonte: PJC MT
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