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Política Nacional

Não dependo de 34 votos para ter vida política, diz Doria sobre derrota interna

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João Doria e Bruno Covas arrow-options
Governo do Estado de São Paulo

João Doria, governador, e Bruno Covas, prefeito da cidade de São Paulo, se posicionaram contra a permanência de Aécio Neves no PSDB

O governador João Doria e o prefeito Bruno Covas prometeram nesta quinta-feira (22) continuar a pressionar pela expulsão do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) do partido. Nesta quarta-feira (21), a Executiva Nacional do partido, por 34 votos a 4, decidiu  arquivar os pedidos de expulsão formulados pelos diretórios municipal e estadual de São Paulo.

Doria repetiu a afirmação de que não se sentiu derrotado, apesar dos números expressivos a favor de Aécio. Segundo ele, a derrota foi daqueles que tomaram a decisão. Contudo,
questionado sobre o deputado federal ter demonstrado mais articulação dentro da Executiva, deixou clara sua posição como principal nome do partido no país.

“Eu fui eleito com mais de 13 milhões de votos. Não dependo de 34 votos para ter vida política. Minha sintonia é com a população. Nosso compromisso é com a população, não com os 34. Respeitamos eles, mas que respondam à opinião pública”, disse.

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Segundo integrantes do partido, a derrota foi um sinal enviado por deputados e nomes da velha guarda do partido ao governador que, nos últimos meses, tem ocupado as principais
posições do Diretório Nacional. Um dos pontos destacados é o fato de Doria ser apontado como o padrinho político tanto do presidente quanto do tesoureiro, Carlos Gontijo, que
votou pela expulsão de Aécio nesta quarta. Historicamente, alas rivais do partido costumam dividir os cargos da Executiva.

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Na reunião de quarta-feira, os nomes que mais defenderam Aécio foram ex-presidentes do partido, como Pimenta da Veiga. Internamente, o atual presidente do partido, Bruno Araújo,
também evitou se envolver na decisão de forma tão arriscada como Bruno Covas e João Doria.

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Outro fator que pesou a favor de Aécio é a articulação nacional que o ex-presidenciável do PSDB ainda possui nacionalmente. Desde a semana passada, o deputado federal tem
conversado com diversos nomes da cúpula do partido defendendo sua permanência na sigla.

A articulação de Aécio começou desde a semana passada quando, em reunião da bancada, o deputado federal Vanderlei Macris defendeu sua expulsão do partido. Além de Aécio, outros
nomes do PSDB também sofrem com investigações na Justiça, como o ex-governador do Mato Grosso do Sul, Marconi Perillo.

Doria tentou se afastar da derrota e diz que sua briga é por um novo PSDB. Para ele, o “velho PSDB” era conhecido por ficar em cima do muro. Doria destacou que não quer condenar
Aécio Neves, mas apenas que ele se afaste do partido enquanto se defende na Justiça. Caso seja considerado inocente, voltaria ao partido.

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“Continuaremos defendendo o novo PSDB com princípios éticos. Vamos fazer um enfrentamento do velho PSDB antigo que esconde sujeira e problemas que adia decisões que gosta de caminhar em cima do muro. Como sou perseverante vou levar isso até o fim”, disse.

Aliados mais próximos do governador, como o presidente do diretório estadual Marco Vinholi, tentaram minimizar o resultado. Segundo Vinholi, o diretório e o grupo de Doria
respeitam a decisão tomada. “A Executiva entendeu dessa forma e tomou essa decisão”, afirmou o presidente do PSDB-SP.

Principal proponente da expulsão, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, prometeu continuar brigando. A derrota foi ainda mais contundente para o prefeito que, quando pediu a
saída de Aécio, disse que o PSDB teria que escolher entre ele e o deputado federal.

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Nesta quinta-feira, o prefeito de São Paulo desconversou sobre a possibilidade de deixar o partido, afirmando que “o PSDB de Aécio” não é o seu PSDB. Covas defendeu que o partido compreenda que parte da derrota eleitoral de 2018, quando a sigla teve o seu pior resultado nacionalmente, se deve a decisões como a de manter Aécio no partido.

“Quero lamentar a decisão do PSDB. Estou decepcionado com a decisão. Perdemos a batalha mas não perdemos a guerra. Continuamos a trabalhar para que ele saia do PSDB. Estudamos
recorrer ao Diretório Nacional e, se preciso, à Justiça”, disse Covas, que foi eleito em 2016 na chapa com João Doria .

Fonte: IG Política
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Política Nacional

Defesa não quer autorizar participação do filho de Flordelis em reconstituição

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Flávio Rodrigues arrow-options
Cléber Mendes /Agência O DIA

Flávio Rodrigues no dia em que foi detido, quando o pastor Anderson do Carmo era sepultado

Os advogados de defesa de Flavio Rodrigues dos Santos, filho da deputada Flordelis dos Santos(PSD-RJ), informaram nesta segunda-feira (16) que não devem autorizar a participação de seu cliente na reprodução simulada do assassinato do pastor Anderson do Carmo , marcada para o próximo sábado. Flavio e o irmão adotivo Lucas dos Santos foram indiciados pela morte do pai.

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Flavio confessou que matou o padrasto ao atirar seis vezes contra ele. A defesa contesta o depoimento prestado pelo filho de Flordelis e alega que ele só vai se manifestar em juízo.

A morte do líder religioso completou três meses nesta segunda e a parlamentar se manifestou nas redes sociais . “Já se passaram 3 meses que você se foi, meu amor. Que saudade! Cadê você aqui para me proteger nesse momento difícil? Você sempre foi meu guardião! Eu prometo que vou dar continuidade ao seu legado aqui na terra. Te amo, Niel!”

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A delegada Bárbara Lomba marcou para as 21 horas do próximo dia 21 de setembro a reconstituição do assassinato do pastor . Na última sexta-feira a polícia intimou Flordelis a participar da reprodução.

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Anderson do Carmo foi morto na madrugada do dia 16 de junho na garagem de casa, em Pendotiba, Niterói, na Região Metropolitana do Rio. A Polícia Civil está na segunda fase das investigações. A polícia tenta identificar a participação de outras pessoas no crime. Na primeira parte do inquérito, dois filhos de Flordelis foram presos.

Fonte: IG Política
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Política Nacional

Bolsonaro recebe alta e deixa hospital em São Paulo rumo a Brasília

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Alan Santos/PR – 7.9.19

Bolsonaro durante festa desfile do 7 de setembro

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) teve alta e deixou o hospital Vila Nova Star, em São Paulo, por volta das 15h desta segunda-feira (16). O presidente se internou na unidade hospitalar, localizada na Vila Nova Conceição, no dia 7 de setembro e foi submetido no dia seguinte à cirurgia para correção de uma hérnia incisional.

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Minutos antes de deixar o hospital, o advogado Frederick Wassef deixou o local em uma BMW branca sem placas — o criminalista defende o filho mais velho de Bolsonaro , senador Flavio Bolsonaro, em investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e que está paralisada por decisão liminar do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli.

Conforme apurou a reportagem, Wassef visitou o presidente e conversou com ele por cerca de 20 minutos no início da tarde. Bolsonaro volta nesta segunda-feira a Brasília, mas só retomará o cargo na quarta-feira. Até lá, o vice Hamilton Mourão segue como presidente em exercício.

O governo também decidiu adiar em um dia a viagem para Nova York , onde o presidente fará o discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas no próximo dia 24. Anteriormente, o planejamento previa que a viagem fosse feita no dia 22.

Segundo o médico Antônio Antonietto, diretor do Hospital Vila Nova Star, o presidente permanecerá com uma dieta cremosa — semelhante a alimentos para bebês, que não exigem mastigação.

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“O presidente veio com uma melhora progressiva, foi aceitando a alimentação oral. A alimentação parenteral endovenosa também foi retirada. Os cuidados agora devem permanecer quando ele sair do hospital”, disse Antonietto.

Na sexta-feira, o presidente deverá ser novamente reavaliado pela equipe do gastroenterologista Antônio Luiz Macedo, em outra unidade da Rede D’Or em Brasília.

Para o médico Antônio Luiz Macedo, não deve existir nenhuma limitação tanto para a viagem quanto para o discurso que o presidente fará nos Estados Unidos. A ideia do médico é autorizar o presidente a retornar a dieta comum após o exame que fará em Brasília nesta sexta-feira. Nos próximos dias, Macedo disse que é recomendável que o presidente não faça muito esforço, inclusive para falar.

“Se Deus quiser, daqui a oito dias ele pode fazer discurso à vontade”, afirmou.

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Além da recomendação para repouso, o presidente deverá continuar com caminhadas nos próximos dias para auxiliar a retomada dos movimentos intestinais. Bolsonaro tem caminhado nos corredores do hospital nos últimos dias e, no domingo, andou cerca de 3 km somadas as diversas caminhadas durante o dia.

“Ele está com a dieta cremosa como consideramos adequado para ele. Nos pareceu perigoso evoluir já para uma dieta geral. A dieta cremosa tem as calorias necessárias e combinamos que ele poderia ter alta desde que seguisse essa dieta”, salientou Macedo.

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Assembleia da ONU

A viagem para Nova York será a primeira aparição internacional de Bolsonaro desde a crise deflagrada pelas queimadas na Amazônia que causaram repúdio de outros países, sobretudo de França e Alemanha. A expectativa é que o presidente use o seu discurso para reafirmar a soberania do Brasil frente a países que o presidente e seus auxiliares enxergam como interessados na região. O discurso está sendo produzido, segundo o porta-voz, por vários auxiliares e o próprio presidente, do hospital, direcionou alguns pontos que Bolsonaro deseja abordar.

“O discurso está sendo promovido a várias mãos e o presidente tem sinalizado os tópicos frasais a serem abordados, mas o discurso só estará encerrado quando o presidente se debruçar sobre ele. Ele vem conversando daqui do hospital com as autoridades responsáveis pela confecção do discurso”, disse.

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Além da viagem para Nova York, o presidente e sua comitiva, que incluirá o seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), também se reunirão, no Texas, com empresários ligados ao setor militar dos Estados Unidos.

Rêgo Barros não quis explicitar qual o objetivo específico da reunião, mas admitiu que o encontro pode servir para o início de um diálogo comercial entre os países. “O objetivo é o diálogo com esses empresários e também a possibilidade do Brasil de efetuar alguma atividade comercial”, afirmou o porta-voz oficial de Bolsonaro .

Fonte: IG Política
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