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Política Nacional

Moro autorizou compra de R$ 485 mil em equipamentos de contrainteligência

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Sérgio Moro
José Cruz/Agência Brasil – 8.5.19

Ministro Sérgio Moro assumiu o cargo preocupado com questões de inteligência e segurança


O ministro da Justiça Sergio Moro , que teve seu telefone celular invadido por um hacker nesta semana, autorizou no início do ano a compra, por R$ 485 mil, de equipamentos de contrainteligência para o Ministério da Justiça e Segurança Pública.  

Em 18 de janeiro, a pasta adquiriu por R$ 314.250, uma maleta antigrampo que abriga um analisador de espectro próprio para fazer varreduras que identificam frequências provenientes de câmeras escondidas, microchips e escutas ambientais. A maleta pesa 10 quilos e pode ser utilizada “em operações de campo”, de acordo com a descrição do produto na ata de registro de preços. O contrato , autorizado por Moro , vigora até julho deste ano.

Em março, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, comprou por R$ 170.538 um detector de junção não linear. O contrato vigora por um ano, até março de 2020. Conhecido como “vassourinha”, o equipamento, segundo descrito no site da empresa que o importa, “detecta e localiza rapidamente dispositivos eletrônicos ocultos em paredes, pisos, tetos, acessórios, móveis ou recipientes, independentemente se o dispositivo estiver transmitindo ou desligado”.

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Os equipamentos de contrainteligência são os mesmos que em 2016 foram apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante a operação Métis, que investigou o uso de contrainteligência nas residências dos senadores e ex-senadores José Sarney, Fernando Collor, Glesi Hoffman e Edison Lobão. Na ocasião, a varredura foi feita logo após o cumprimento de mandados de busca e apreensão pela força-tarefa da Lava-Jato nos locais, o que levantou a suspeita de que os investigados estivessem usando a Polícia Legislativa do Senado para tentar embaraçar as investigações da PF.

As compras autorizadas por Moro foram negociadas com a Berkana Tecnologia em Segurança Ltda., empresa com sede em São Paulo e única fornecedora de equipamentos de contrainteligência para o poder público no país.

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Procurado, o Ministério da Justiça não informou se os produtos são utilizados no gabinete do ministro nem respondeu os demais questionamentos da reportagem.

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A Polícia Federal investiga a invasão do celular do ministro da Justiça. Depois de invadir o celular de Moro, o hacker ligou para o próprio ministro. Moro achou estranho mas, mesmo assim, atendeu. A assessoria não informou se o ministro chegou a conversar com o invasor. Momentos após essa ligação, o invasor acessou o Telegram de Moro. Há pelo menos dois anos o ministro não usava ao aplicativo.

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A partir daí, o ministro não teve dúvidas de que poderia estar sendo vítima de um golpe. Moro repassou a informação para a Polícia Federal investigar o caso e trocou de linha.

Fonte: IG Política
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Política Nacional

STF adia julgamento de suspeição de Moro no caso Lula para semestre que vem

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Lula
Foto: Miguel Schincariol/Agência O Globo

Parcialidade de Moro no caso Lula ficará para ser analisada pelo STF apenas no semestre que vem

Previsto para a próxima terça-feira (25), o julgamento da suspeição do ex-juiz e atual ministro da Justiça Sergio Moro, no caso do tríplex do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será adiado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a coluna da Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo , o adiamento se dá a pedido do ministro Gilmar Mendes. 

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Neste pedido de habeas corpus, a defesa de Lula alega que Moro foi parcial no julgamento do ex-presidente e, por isso, pede a anulação da setença proferida pelo então juiz ao petista. Porém, a presidente da Segunda Turma do STF, Cármen Lúcia, colocou o caso no último lugar da fila, o que poderia resultar em seu adiamento.

Segundo a coluna, o ministro Gilmar Mendes concluiu que não haveria tempo hábil para debater o caso de Moro , pois apenas o voto dele já tem mais de 40 páginas. Portanto, o ministro decidiu pelo adiamento da discussão, que ficará apenas para o semestre que vem, dado que o judiciário entrará em recesso durante o mês de julho.

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Apesar disso, o Supremo ainda terá uma semana decisiva pela frente . Afinal, a corte vai encarar outra decisão importante: o julgamento das ações que questionam os decretos do presidente Jair Bolsonaro que flexibilizaram o porte e a posse de armas. 

No caso do decreto das armas, a situação é semelhante: é pouco provável que a votação seja concluída ainda neste semestre. Será a penúltima sessão da Corte antes do recesso de julho. Como já há outros processos pautados para as duas sessões seguintes, a tendência é que não haja tempo suficiente para os onze ministros votarem o tema, que deve voltar a ser analisado depois do recesso.

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Os ministros estão divididos sobre o assunto. Alguns deles consideram prudente que a decisão sobre o assunto seja tomada primeiro pelo Congresso — ainda mais depois que o Senado derrubou o decreto e agora a Câmara fará sua análise. Outros entendem que o  STF  não deve abrir mão de seu papel de declarar a medida inconstitucional, se assim a compreender.

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Fonte: IG Política
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Política Nacional

Advogada dos filhos de Flordelis deixa o caso após confissão

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Flordelis
Reprodução/Cléber Mendes/Agência O Dia

Velório do pastor Anderson do Carmo de Souza, marido da deputada federal e cantora gospel Flordelis (PSD-RJ)

A advogada Luciene Diniz Suzuki, que defendia Flávio e Lucas dos Santos, principais suspeitos da morte do pastor Anderson do Carmo, marido da deputada Flordelis, deixou o caso. Segundo ela, após a confissão de Flávio, que falou ter dado seis tiros no pai adotivo, não havia mais motivo de ficar na defesa. Dois filhos do casal chegaram por volta das 8h na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI).

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Entretanto, Suzuki segue acompanhando os depoimentos de membros da família investigados, a pedido deles, já que ela acompanha juridicamente Flordelis há mais de 10 anos. As 8h10 a delegada Bárbara Lomba, titular da DHNSGI, chegou à sede da especializada, mas não quis falar com os jornalistas.

O promotor Sérgio Lopes Pereira, do Ministério Público do Rio (MPRJ), disse que Flordelis e sua família não estão colaborando com as investigações sobre o assassinato do pastor Anderson do Carmo . A deputada federal é esperada na manhã desta segunda-feira para prestar depoimento sobre o caso.

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“Se mata um ente querido, você quer saber quem matou esse ente e a forma de saber é colaborando com as investigações. Nós não estamos vendo isso por parte da família, infelizmente”, disse o promotor, em entrevista ao Fantástico . Ele também reforçou, conforme já dito pela delegada Bárbara Lomba, que todos que estavam na casa são suspeitos.

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Na reportagem, o advogado Fabiano Leitão Migueis, que representa Flordelis , rebateu a afirmação do promotor. “Ela quer colaborar. Ela está ansiosa que esse resultado venha logo, que isso seja esclarecido. E ela foi clara para mim: doa a quem doer, mesmo que o responsável ou os responsáveis seja um ente querido dela”, falou.

Fonte: IG Política
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