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Inadimplência no país abre 2020 com 61 milhões de brasileiros negativados

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Analisando os resultados por região, o Nordeste apresentou a queda mais expressiva na quantidade de inadimplentes, um recuo de 3,2% arrow-options
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Analisando os resultados por região, o Nordeste apresentou a queda mais expressiva na quantidade de inadimplentes, um recuo de 3,2%

Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o volume de brasileiros com contas em atraso caiu pelo segundo mês seguido e encerrou o ano de 2019 com uma pequena queda de -0,2% na comparação com o ano anterior.

A título de comparação, em 2018 o indicador havia encerrado o ano com uma alta expressiva de 4,4% no número de inadimplentes.

A estimativa é que aproximadamente 61 milhões de brasileiros tenham começado o ano de 2020 com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas.

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Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a inadimplência mais bem-comportada neste início de ano reflete um cenário de recuperação de crédito, impulsionado pelas campanhas de renegociação promovidas no fim do ano passado.

“A expectativa é de que a inadimplência siga em queda pelos próximos meses, mas a passos lentos. A aceleração desse quadro passa pela continuidade da melhora econômica e, em especial, daquilo que toca diretamente o bolso do consumidor: emprego e renda. Mesmo com a inadimplência caindo aos poucos, as famílias ainda enfrentam dificuldades para honrar seus compromissos em dia, tanto é que há um estoque elevado de pessoas com contas sem pagar”, explica Pellizzaro Junior.

Nordeste lidera queda da inadimplência; 53% dos inadimplentes possuem dívidas em atraso que não ultrapassam 1 mil reais

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Somando todas as pendências, cada consumidor inadimplente deve, em média, R$ 3.257,91. Já descontando os efeitos da inflação, os valores observados agora são 30% menores do que no início da série histórica, em 2010 (R$ 4.238,32). De modo geral, pouco mais da metade (52,8%) dos brasileiros inadimplentes têm dívidas em atraso de até R$ 1.000 e 47,2% acima desse valor.

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Em dezembro, o recuo mais expressivo da inadimplência na comparação anual se deu nas dívidas com o setor de comunicação, que englobam contas de telefonia, internet e TV por assinatura: queda de -16,4%.

As dívidas bancárias, que levam em conta cartão de crédito, cheque especial, empréstimos e financiamentos, caíram -1,9%. Já o as dívidas contraídas no comércio via crediário subiram 0,9%, enquanto as pendências básicas com água e luz cresceram 2,1%. No geral, considerando todos os tipos de dívidas em atraso, houve queda de -3,3% na comparação anual.

Analisando os resultados por região, o Nordeste apresentou a queda mais expressiva na quantidade de inadimplentes, um recuo de 3,2% na comparação entre dezembro de 2019 e dezembro de 2018. No Sudeste, a variação foi pequena e ficou em 0,7%, ao passo que houve um avanço de 4,8% no Norte e de 3,8% no Centro-Oeste.

De modo geral, o Norte é a localidade mais inadimplente em termos proporcionais: a estimativa é que 47,2% dos residentes adultos da região estejam com o CPF negativado, ou 5,9 milhões de consumidores nessa situação.

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Em seguida aparece o Centro-Oeste (42,4% ou 5,1 milhões de inadimplentes), Nordeste (40,2% ou 16,6 milhões de negativados), Sudeste (37,4% ou 25,2 milhões de pessoas com contas em atraso) e Sul (35,5% ou 8,2 milhões de inadimplentes.

Inadimplência cresce 3,7% entre idosos, mas cai na faixa dos 18 anos 39 anos

O indicador ainda mostra que a inadimplência tem apresentado comportamentos distintos, conforme a faixa etária.

No último mês de dezembro, houve queda expressiva na parcela mais jovem da população, enquanto observou-se uma alta entre os mais velhos na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Considerando a população de 18 a 24 anos, houve queda de 21% na quantidade de inadimplentes. Já entre os idosos de 65 a 84 anos, a alta foi de 3,7%.

O número de devedores também caiu entre os que têm de 25 a 29 anos (-11,2%) e de 30 a 39 anos (-3,2%). Considerando as pessoas de 50 a 64 anos, houve uma alta de 1,8% na inadimplência, ao passo que ela ficou em apenas 0,8% entre os de 40 a 49 anos.

“A permanência maior dos idosos no mercado de trabalho e, portanto, mais ativos no mercado de consumo, assim como a renda menor este estágio da vida, são fatores relevantes que impulsionam a inadimplência neste público. Há ainda o hábito que alguns idosos possuem de emprestar o nome a terceiros, geralmente familiares, principalmente diante da facilidade de acesso ao crédito consignado. Com o desemprego alto, em muitas famílias o idoso que recebe a aposentadoria é a única fonte de renda”, analisa a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Fonte: IG Economia
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Economia

Trump pressiona UE por novo acordo comercial e ameaça bloco com novas tarifas

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Joyce N. Boghosian/White House

Donald Trump, presidente dos EUA

WASHINGTON — O presidente americano Donald Trump aproveitou a reunião de líderes globais no Fórum Econômico Mundial , em Davos (Suíça), para pressionar a União Europeia (UE) por um novo acordo comercial.

Trump indicou que o bloco econômico planeja convocar o que ele chamou de “reunião de emergência” para preparar as negociações com os Estados Unidos.

No dia do julgamento de seu impeachment, Trump elogia acordos comerciais dos EUA

A Organização Mundial do Comércio (OMC) também foi alvo de Trump. O presidente dos EUA prometeu uma “ação dramática” contra a entidade e disse que o diretor-geral do grupo visitará Washington na próxima semana, sem dar mais detalhes.

O americano ameaçou impor tarifas sobre carros fabricados na Europa, a menos que a UE concorde com um acordo comercial, embora ele não tenha dado um prazo público para firmar a medida. Ele teve uma conversa para tratar do assunto com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

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Trump diz que gostaria de conhecer Greta Thunberg

— Tive um encontro com eles (representantes europeus) ontem. Eu queria esperar até terminar a (negociação com) China, para ser sincero — disse Trump em entrevista à rede americana CNBC. — Agora a China terminou, e eu me encontrei com o novo chefe da Comissão Europeia, o que é ótimo. Tivemos uma ótima conversa. Mas eu disse que se não conseguirmos algo, terei que tomar uma ação, e a ação será uma tarifa muito alta para os carros e outras coisas europeias que entrarem em nosso país.

Trump expressou confiança de que a UE concordaria com um acordo comercial antes que ele se sinta obrigado a impor tarifas.

— Não quero que seu público fique nervoso — disse ele na mesma entrevista à CNBC.

Reação contra OMC

A OMC perdeu a capacidade de intervir em disputas comerciais depois que dois de seus árbitros deixaram seus cargos e os Estados Unidos boicotaram a indicação de novos nomes para os postos.

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— Vamos fazer algo que acredito que será muito dramático — disse Trump, em Davos, a repórteres. — O diretor-geral da OMC, Roberto Azevedo, devem chegar a Washington na próxima semana ou talvez na semana seguinte, e começaremos a trabalhar nisso — acrescentou Trump.

Washington finalizou este mês seu acordo comercial de “fase 1” com Pequim e se aproximara da promulgação de um novo acordo comercial com o México e o Canadá. Trump e seu governo culparam a OMC por permitir que a China “se aproveitasse” dos Estados Unidos.

— Se a OMC deve cumprir e desempenhar seu papel na economia global de hoje, precisa ser atualizada — disse Azevedo. —Estamos comprometidos em efetuar essas mudanças.

O diretor da OMC disse que discutirá o que precisa ser mudado com Trump o mais rápido possível, assim como com líderes de outros países membros da organização.

Fonte: IG Economia
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Economia

Atividade do comércio tem alta de 2% em 2019, diz Serasa

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Seguindo a tendência do ano, o crescimento foi impulsionado pelo setor de veículos, motos e peças arrow-options
Foto: Divulgação

Seguindo a tendência do ano, o crescimento foi impulsionado pelo setor de veículos, motos e peças

A atividade no comércio registrou alta de 2% em 2019, segundo levantamento divulgado hoje (22) pela Serasa Experian a partir das consultas ao seu banco de dados. Na comparação entre dezembro do ano passado e o mesmo mês de 2018, foi registrada alta de 3,9%.

Em 2019, cesta básica de São Paulo teve alta de 10,66%

O aumento da atividade no ano foi puxada pelo setor de veículos e autopeças, que teve alta de 8,4% no ano e pelo ramo de material de construção, com elevação de 4,6% em 2019.

O setor de supermercados teve alta de 0,6% . Enquanto acumularam ao longo do ano pequenas quedas os setores de vestuário e acessórios (0,6%) e moveis, eletrodomésticos e eletreletrônicos (0,4%).

Também foi verificada uma alta na atividade do comércio no último Natal de 4,1% em relação ao período de 18 a 24 de dezembro de 2018.

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31 milhões de pessoas ainda não fizeram o saque imediato do FGTS

Segundo o economista da Serasa Luiz Rabi, a queda na taxa de juros melhorou o acesso ao crédito. Ao longo de 2019, a taxa básica de juros (Selic) caiu de 6,% para 4,5%.

“Além disso, com o 13° salário e os saques do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, há um aumento pontual da renda da população, que acabou gerando um bom desempenho”, explicou.

Fonte: IG Economia
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