conecte-se conosco


Política Nacional

“Frases de efeito não vão resolver o nosso problema”, diz Maia

Publicado

source
Rodrigo Maia arrow-options
Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Rodrigo Maia defendeu medidas que protejam população mais vulnerável contra o coronavírus

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia , criticou nesta quarta-feira (25) a decisão do governo federal de criar um “isolamento vertical” para que apenas idosos e jovens doentes fiquem em isolamento por conta da crise do novo coronavírus . “Como a gente pode falar em isolamento vertical se o governo nunca apresentou nenhuma proposta para proteger os idosos? A gente não viu política para isolar idosos até agora. Frases de efeito não vão resolver o nosso problema”, disse.

Para Maia, o Planalto precisa criar medidas “sérias” para proteger pessoas que fazem parte dos grupos mais vulneráveis. “Você não pode tirar uma pessoa de casa para trabalhar e depois colocar ela de volta em um ambiente de 30 ou 40 metros quadrados”, afirmou o presidente da Câmara . “Pedir liberação vertical sem fazer uma operação de guerra para proteger o idoso me parece uma decisão focada em algo que não está sendo bem desenvolvido”, completou.

Leia mais:  Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprova criminalização da homofobia

Leia também: “Temos que melhorar esse negócio de quarentena. Foi precipitado”, diz Mandetta

Questionado sobre as recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro , Maia disse que o Executivo tem “falhado”, mas acredita que a área técnica do governo federal tem tido bom desempenho no combate ao novo coronavírus. “Nesse sentido a gente tem seguido as recomendações da decretação do estado de calamidade pública e as recomendações do Ministério da Saúde. Eu só espero que o presidente não tenha assinado o decreto para nada”, disse Maia.

“Equilibrar vidas e empregos”

Maia também comentou o pedido para que o isolamento social fosse cancelado e disse que isso ocorre por conta de uma “pressão” da Bolsa que ocorre há quatro ou cinco dias.

“A gente não pode ouvir investidores que estão perdendo dinheiro. Eles são assim, eles vivem de estatísticas e todos nós que fazemos política vivemos das vidas. E é isso que temos que saber equilibrar. As vidas e os empregos. Estamos aqui para ajudar”, afirmou.

Fonte: IG Política
Comentários Facebook
publicidade

Política Nacional

Senado aprova projeto para socorrer microempresas

Publicado

source

Agência Brasil

senado arrow-options
Marcelo Casal Jr/Agencia Brasil

O texto vai à Câmara dos Deputados. Se aprovado sem alterações de mérito, seguirá para sanção presidencial


O Senado aprovou, nesta terça-feira (7), o Projeto de Lei (PL) 1.282/2020, que pretende socorrer as microempresas durante o período de duração da pandemia do coronavírus. O projeto autoriza a concessão de crédito para microempreendedores individuais (MEI) e microempresas com risco assumido pelo Tesouro Nacional . O texto vai à Câmara dos Deputados. Se aprovado sem alterações de mérito, seguirá para sanção presidencial.

A aprovação ocorreu por unanimidade, com 78 votos favoráveis. Segundo a relatora do projeto, senadora Kátia Abreu (PP-TO), o projeto é necessário para auxiliar as empresas que mais empregam no país.”As instituições financeiras públicas e privadas possuem os recursos para empréstimos, mas não os concedem porque, temporariamente, os riscos dos tomadores de empréstimos não podem ser adequadamente calculados”.

O projeto sugere a disponibilização de um valor de R$ 10,9 bilhões , com as operações de crédito podendo ser formalizadas até o final de julho. O crédito deve ser destinado às microempresas, que têm faturamento bruto anual de até R$ 360.000, com juros de 3,75% ao ano, prazo de 36 meses para o pagamento e carência de seis meses para início do pagamento. Banco do Brasil, Caixa Econômica, bancos cooperativos e cooperativas de crédito poderão participar do programa.

Leia mais:  Namorada de Lula é transferida e vai trabalhar a 635 km de Curitiba

O texto do substitutivo, assinado por Kátia Abreu, foi costurado em acordo com a equipe econômica do governo. A ideia é garantir o apoio de todas as lideranças do Senado, tanto do governo quanto da oposição, e facilitar a aprovação no Congresso Nacional. A relatora acatou algumas emendas, dentre elas a obrigatoriedade das empresas tomadoras do financiamento em manter seus funcionários até o fim do estado de calamidade pública.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) pediu a palavra para apoiar o projeto e incentivar, ao fim do período de calamidade, uma discussão de apoio permanente às micro e pequenas empresas. “A maioria dos empregos formais são garantidos pelo pequeno e microempresário. E são os que mais empregam mulheres no Brasil. Que este projeto sirva não apenas em caráter transitório. Quem sabe, com outros critérios, poderemos transformar esse projeto em definitivo.”

Fonte: IG Política
Comentários Facebook
Continue lendo

Política Nacional

Lula critica falta de postura do Brasil em combate a pandemia

Publicado

source
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva arrow-options
Agência Brasil

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala sobre crise do novo coronavírus


Nesta terça-feira, 7, o ex-presidente Lula (PT) participou de uma transmissão ao vivo na internet com o deputado federal e ex-ministro da Saúde, Wellington Dias, e o deputado federal Paulo Pimenta. Sua fala se voltou aos banqueiros e setores da indústria para pedir por mais ações no combate ao novo coronavírus . Ele ainda aproveitou para alfinetar Jair Bolsonaro (sem partido) e afirmou que atual presidente tem “inveja” de posicionamento de ministros e governadores diante da pandemia.

Para a indústria, Lula se voltou especificamente às Forças Armadas e às indústrias automobilística e têxtil e pediu para que os equipamentos de proteção necessários sejam produzidos rapidamente para o país e para serem exportados. Assim, segundo ele, a economia poderia ser recuperada. “Eu acho uma vergonha que esse país que já foi a sexta economia do mundo não tenha feito ainda uma política de reconversão industrial para produzir tudo o que a gente pode fazer”, afirmou. “Mas o Brasil não faz e a gente fica chorando ‘porque a China não sei o quê’”, se referiu em relação aos problemas de materiais importados da Ásia.

Leia mais:  Sob vaias e aplausos, Bolsonaro participa de missa em Aparecida

Leia também: Ministério da Saúde não sabe quantos testes da Covid-19 foram feitos

Aos banqueiros e empresários, o ex-presidente soltou diversos questionamentos em relação aos “que ganharam dinheiro a vida inteira neste país”. Segundo Lula, a estratégia da categoria é de aplicar R$1,3 trilhão em bancos para enriquecerem e “não emprestar para ninguém”. “A prioridade deveria ser garantir que os mais pobres pudessem pelo menos comprar uma cesta básica”, disse.

O terceiro alvo da fala do ex-presidente foi Jair Bolsonaro, a quem descreveu como “um presidente da República que tem inveja de todo mundo que faz as coisas melhor do que ele porque ele não está preocupado em fazer nada de bem”. Segundo Lula, a preocupação real do presidente é a de “fazer fake news”.

Leia também: Senado aproveita projeto para microempresas

O presidente ainda traça um paralelo entre Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mudou sua postura ao ver a Covid-19 avançando pelo país norte-americano. “Eu não sei como ele ainda não fez um discurso dizendo ‘agora que o Tio Trump assumiu o coronavírus eu também vou assumir’ e colocar dinheiro no mercado”, afirmou.

Leia mais:  Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprova criminalização da homofobia

Leia também: Pedidos para investigar Bolsonaro por atos contra isolamento são arquivados

Lula comparou as atitudes de ambos com a que foi adotada por Franklin Roosevelt durante a Segunda Guerra Mundial. “Você acha que o presidente Roosevelt quando resolveu entrar na segunda guerra ficou discutindo a situação econômica na normalidade? Não. Ele tinha que fazer avião, fazer tanque… E fez”, disse.

A economia também foi outro setor comentado na live, ao que Lula afirmou não ser o momento de falar de dívida, mas de salvar vidas e investir, como tem sido feito nos Estados Unidos, Alemanha e França. O ministro Paulo Guedes foi citado por se manter falando de reformas. “Eu não sei como ele não disse ainda que só as reformas podem salvar o Brasil do coronavírus, ou vender a Petrobrás, a Caixa, o Banco do Brasil, o diabo… Quando fica claro que somente um estado forte, com poder de decisão, com coragem e decisões políticas, pode resolver o problema”, disse.

Fonte: IG Política
Comentários Facebook
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Política Nacional

Entretenimento

Esportes

Mais Lidas da Semana