conecte-se conosco

Política Nacional

Dilma diz que vai processar Bolsonaro por declaração do presidente nos EUA

Publicado


Dilma Rousseff
Ricardo Stuckert/Instituto Lula – 31.5.18

Dilma Rousseff prometeu processar Bolsonaro


A ex-presidente Dilma Rousseff diz que vai processar cível e criminalmente o presidenteJair Bolsonaro após declaração dele em viagem a Dallas, nos Estados Unidos. Na entrega do prêmio personalidade do ano da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, Bolsonaro afirmou que “quem até há pouco ocupava o governo teve em sua história suas mãos manchadas de sangue na luta armada”.

Leia também: Nos EUA, Bolsonaro diz que esquerda “tomou universidades” e erra próprio slogan

Em nota divulgada nesta quinta-feira,  Dilma Rousseff rebate o presidente: “Declaração mentirosa e caluniosa sobre minha história política”. 

“Quem até há pouco ocupava o governo tinha suas mãos manchadas de sangue da luta armada, matando inclusive um capitão, como eu. Eu rendo homenagem aqui ao capitão Charles Chandler, um herói americano. Talvez um pouco esquecido na história, mas que escreveu sua história passando pelo Brasil”, discursou Bolsonaro , sem citar nomes. 

No discurso, o presidente se referia ao capitão do Exército americano Charles Rodney Chandler, assassinado, por grupos de esquerda que participavam da luta armada durante a ditadura militar, em outubro de 1968.

Leia mais:  Marcos Pontes utilizou verba da pasta para levar assessora aos EUA em sua folga

Leia também: “Tirou monstros do armário”, diz Dilma ao relembrar abertura de impeachment

Entre 1967 e 1972, Dilma militou em duas organizações de luta armada contra a ditadura , em São Paulo, no Rio e Rio Grande do Sul. Para fugir da perseguição da polícia e do Exército, usou documentos falsos, transportou armas e dinheiro roubado, foi presa, torturada e ficou quase três anos na cadeia. Não há registros, no entanto, de que Dilma tenha participado diretamente de ações armadas.

A ex-presidente diz na nota desta quinta-feira que não participou “de atos armados ou ações que tivessem ou pudessem levar à morte de quem quer que seja”.

Leia também: Receita confirma que Dilma foi vítima de fraude na entrega da declaração do IR

“Durante a resistência à ditadura — e muito menos no período democrático —, jamais participei de atos armados ou ações que tivessem ou pudessem levar à morte de quem quer que seja. A própria Justiça Militar — as auditorias, o STM e até o STF — em todos os processos que foram movidos contra mim, comprovaram tal fato. Os autos respectivos documentam isso. Ao contrário dos heróis e homenageados pelo senhor Bolsonaro que, durante a ditadura e depois dela, tiveram  suas mãos manchadas do nosso sangue – militantes brasileiros e brasileiras – pelas torturas e assassinatos cometidos contra nós”, diz.

Leia mais:  Filhos de Bolsonaro atrapalham governo com frases antidemocráticas

Dilma diz ainda que suas mãos estão “limpas e foram fortalecidas. Foi esta luta que me levou à Presidência da República, cargo que honrei representando dignamente meu País, sem me curvar a qualquer potência estrangeira, respeitando todas as nações, da mais empobrecida à mais rica”. 

Fonte: IG Política
Comentários Facebook
publicidade

Política Nacional

Bolsonaro acusa Witzel de usar Polícia Civil para ‘destruir’ a sua família

Publicado

source
Bolsonaro arrow-options
Agência Brasil

Bolsonaro sugeriu que Witzel usa a morte da vereadora Marielle para prejudicá-lo

O presidente Jair Bolsonaro acusou o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), de usar “parte da Polícia Civil do Rio ” para tentar “destruir” a sua família e quem está do seu lado. A declaração foi feita durante evento de lançamento do novo partido, Aliança pelo Brasil, na manhã desta quinta-feira.

“Onde o Flávio ia, ele estava atrás. Acabadas as eleições, ele botou na cabeça que quer ser presidente da República. É um direito dele, de qualquer um de vocês, mas ele também botou na cabeça que tinha de destruir a reputação da família Bolsonaro. A minha vida virou um inferno depois das eleições do senhor Wilson Witzel, lamentavelmente. (Ele) Tenta destruir quem está do meu lado e a minha família a todo custo, usando a Polícia Civil do Rio de Janeiro, ou parte da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

A colunista Bela Megale, Witzel afirmou que vai acionar Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) devido às afirmações do presidente no lançamento do seu partido, hoje, em Brasília. O governador do Rio também disse que “quem não deve não teme”.

“Ele (Bolsonaro) está acusando um governador de manipular a polícia do seu Estado. A polícia do Rio é independente. Infelizmente, o senhor Jair Bolsonaro passou dos limites. Eu vou tomar providencias judiciais contra ele, vou iniciar uma ação penal para que ele responda pelos seus atos tentando me acusar de fatos que eu não pratiquei”, disse o governador.

Leia mais:  Manuela D’Ávila faz carta de apoio à Joice após deputada relatar ataques

Leia também: Bolsonaro anuncia 38 como número do Aliança pelo Brasil em referência a revólver

Em seu discurso, o presidente afirmou que contaria a história publicamente, depois de dizer, sorrindo, que tem “muito carinho pelo porteiro” do condomínio onde tem uma casa, na Barra da Tijuca, no Rio.

“Se não fosse o meu filho Flávio Bolsonaro, o governador Witzel não teria chegado ao governo do Estado”, declarou, sendo ovacionado pelo público, que gritava “traidor”, “canalha” e “vagabundo” em referência a Witzel.

O presidente reiterou que, antes da menção do porteiro a seu nome vir à tona, ele encontrou “sem querer” com Witzel em uma festa em Brasília e ouviu dele que o processo sobre a morte da vereadora Marielle Franco foi ao Supremo Tribunal Federal.

“Eu falei um palavrão, não vou falar aqui, [e perguntei] que processo é esse? “Ah, você foi citado no dia 14 de março do ano passado pelo porteiro como um dos possíveis executores. Foi na sua casa, no seu apartamento”. Eu moro, tenho uma casa ainda, na [avenida] Lúcio Costa, 3.100, casa 58. Eu perguntei para ele: “como é que você sabe disso, se o processo corre em segredo de Justiça?”. Primeiro xeque-mate nele”, declarou Bolsonaro.

Leia também: Witzel diz que vai processar Bolsonaro: “quem não deve, não teme”

Leia mais:  Em vídeo, vereador do Pará diz que trocará mês de serviço por praia; assista

O presidente disse então que já sabia das intenções do governador e de “como ele vinha manipulando esse processo”.

“E parece que não interessa para a esquerda chegar aos mandantes verdadeiros do crime. Interessa usar agora esse crime bárbaro, que todo nós repudiamos, para atingir a reputação de pessoas outras. Não deu certo com o porteiro. Por coincidência, na quarta-feira eu tinha botado o dedo no painel de votação em Brasília. Não estava lá. E se tivesse um plano, ia receber os assassinos na minha casa à noite? Porra, só um imbecil mesmo para programar o crime dessa maneira”, afirmou, provocando gargalhadas e aplausos.

Segundo Bolsonaro, Witzel tem “obsessão” de ser presidente da República e, segundo informações que recebeu, usa a faixa presidencial no seu gabinete. Para ele, o governador do Rio deveria “agradecer ao Flávio”, a ele e ao Carlos por sua eleição.

Leia também: Bolsonaro envia ao Congresso projeto que isenta militar de punição em operações

“Este é o trabalho, em parte, desse governador que tem a obsessão de ser presidente da República. Que, dizem alguns, no seu gabinete usa a faixa presidencial”, ironizou. “E aí faltou para ele aquilo o que eu falei no começo do pronunciamento: gratidão. Devia agradecer ao Flávio, a mim, ao povo, ao Carlos e trabalhar.”

O presidente defendeu ainda que Wizel deveria “esperar o seu momento”, citando como exemplo alguns parlamentares do PSL que, segundo ele, já saíram dizendo que serão “prefeitos de tal cidade”.

Fonte: IG Política
Comentários Facebook
Continue lendo

Política Nacional

Deputado é acusado de cuspir, xingar e agredir oficial de Justiça no Paraná

Publicado

source
Deputado Boca Aberta falando no plenário da Câmara dos Deputados arrow-options
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Parlamentar teria xingado funcionário

O deputado federal Eduardo Petriv (PROS-PR), conhecido como Boca Aberta , conhecido como Boca Aberta, foi acusado de cuspir , xingar e agredir um oficial de Justiça na manhã desta quinta-feira (21) em Londrina, no Paraná. A informação é da Folha de S. Paulo e, de acordo com o jornal, o funcionário precisou ir até o parlamentar para entregar uma intimação de uma agressão anterior do parlamentar em Amauri Cardoso (PSDB), verador de Londrina.

O oficial registrou boletim de ocorrência e disse que Boca Aberta já tinha se recusado uma vez a receber a intimação. Segundo o relato do funcionário, ao se dirigir ao veículo, ele foi xingado e depois o deputado ainda o agredido. Após empurrar o oficial contra o carro, o parlamentar, segundo Corrêa, rasgou o mandado judicial e cuspiu em seu rosto. No boletim de ocorrência policial, os crimes apontados foram de injúria e desacato.

Leia também: Universitária é agredida com soco pelo ex na frente do filho recém-nascido

“Certifico que, embora sentindo muitas dores pelas agressões praticadas pelo réu, imediatamente deixou o local evitando ser linchado”, escreveu o oficial na certidão.

Leia mais:  Ministro do Turismo é convocado a explicar no Senado sobre laranjas do PSL

Procurado, o deputado Boca Aberta negou as acusações e disse que nem foi encontrado pelo oficial de Justiça. Ele disse que ele teria ido à casa do irmão do parlamentar. “Ele tem uma pendência antiga comigo porque faz parte de um grupo político adversário na cidade”, disse.

Fonte: IG Política
Comentários Facebook
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Política Nacional

Entretenimento

Esportes

Mais Lidas da Semana