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Economia

Congresso recebe MP que pretende reduzir burocracia para iniciativa privada

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O governo enviou ao Congresso, na última terça-feira (30), a Medida Provisória da Liberdade Econômica (MP) 881/2019, que cria a Declaração de Direitos de Liberdade Econômica e estabelece garantias para o livre mercado e para o amplo exercício da atividade econômica, com objetivo de especialmente os pequenos empreendedores.

A medida libera pessoas físicas ou jurídicas a desenvolver negócios considerados de baixo risco, sem depender de qualquer ato público de liberação por parte da administração pública. Atos públicos são licenças, autorizações, inscrições, registros, alvarás e outros exigidos como condição prévia para o exercício de atividade econômica. O governo vai listar quais delas serão consideradas de baixo risco, mas os estados também terão liberdade para elencá-las.

Na cerimônia de assinatura da medida, no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o texto “tira o Estado do cangote” do brasileiro:

— Vai, no meu entender, ajudar muita gente no Brasil, em especial aquele empreendedor, aquele que quer empregar, mas que tem medo — afirmou.

Liberdade

Pelo texto, essas atividades econômicas também poderão ser desenvolvidas em qualquer horário ou dia da semana, desde que não causem danos ao meio ambiente, respeitem normas de direito de vizinhança, não gerem poluição sonora nem perturbem o sossego da população, sempre observada a legislação trabalhista.

A MP reafirma a liberdade de preços, tanto para produtos quanto para serviços, obedecendo a oferta e a demanda do mercado não regulado. Essa liberdade só será restringida nos casos declarados de emergência ou calamidade pública.

A medida também busca padronizar a interpretação de fiscais e agentes públicos para atos de autorização de atividade econômica. As decisões sobre pedidos de alvará e licença terão efeito vinculante: o que for definido para um cidadão, deverá valer para todos em situação similar, garantindo o princípio da isonomia e evitando arbitrariedades.

A administração pública federal também deverá cumprir prazos para responder a pedidos de autorização. Caso o prazo máximo, informado no momento da solicitação do cidadão, não seja respeitado, a aprovação do pedido será tácita. Cada órgão definirá individualmente seus prazos, limitados ao que for estabelecido em decreto presidencial. A MP também equipara documentos em meio digital a documentos físicos, tanto para comprovação de direitos quanto para realização de atos públicos. A equiparação será implementada por meio de regulamentação específica.

O texto determina que as alterações de atos normativos de interesse de agentes econômicos, antes de ser editadas, devem contar com análise de impacto regulatório, com informações sobre os possíveis efeitos e que meçam a razoabilidade do seu impacto econômico.

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Startups

Conhecida também como “MP das Startups”, a norma prevê ainda imunidade burocrática para a inovação, criando um ambiente propício para o desenvolvimento de novos produtos e serviços e a criação de startups — empresas em estágio inicial que buscam inovação (geralmente com uso de novas tecnologias), mesmo em um cenário de incerteza. Poderão ser realizados testes, gratuitos ou não, para grupos privados e restritos, afastados efeitos de normas infralegais que estejam desatualizadas ou impeçam o desenvolvimento desses produtos, desde que não coloquem em risco a saúde ou segurança pública.

Para isso, a norma editada permite aos empreendedores “implementar, testar e oferecer, gratuitamente ou não, um novo produto ou serviço para um grupo privado e restrito de pessoas maiores e capazes, que se valerá exclusivamente de propriedade privada própria ou de terceiros consensuais”.

A MP altera a Lei 6.404, de 1976, que trata de sociedade de ações, e permite que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) reduza exigências para permitir a entrada dos pequenos e médios empreendedores no mercado de capitais. A ideia é que empresas brasileiras não precisem abrir seu capital no exterior, onde encontram menos burocracia.

Fundo Soberano

A MP 881/2019 extingue o Fundo Soberano do Brasil, criado pela Lei 11.887, de 2008 para ser uma espécie de poupança em tempos de crise. Entre as funções oficiais do fundo estão viabilizar investimentos no Brasil e no exterior, formar poupança pública, combater os efeitos de eventuais crises econômicas e auxiliar nos projetos de interesse estratégico do país no exterior.

Caso o seu fim seja confirmado pelo Congresso, os recursos serão direcionados ao Tesouro Nacional. O ex-presidente Michel Temer já havia tentado extingui-lo, por meio da MP 830/2018, mas o dispositivo com essa finalidade foi rejeitado no Parlamento. Em maio de 2018, seu patrimônio somava R$ 27 bilhões.

As 17 principais garantias da MP
1 – Liberdade de burocracia: retira qualquer tipo de licença, incluindo alvará de funcionamento, sanitário e ambientais para atividades de baixo risco, independentemente do tamanho da empresa.
2 – Liberdade de trabalhar e produzir: limita os casos em que Poder Público e sindicatos podem restringir horários de funcionamento do comércio, serviço e indústria. Isso só pode ser feito se for para observar o sossego, por exemplo. Todos os direitos trabalhistas ficam mantidos.
3 – Liberdade de definir preços: impede que as leis sejam manipuladas de forma a diminuir a competição e o surgimento de novos modelos de negócios.
4 – Liberdade contra arbitrariedades: impede que fiscais tratem dois cidadãos em situações similares de forma diferente, estabelecendo efeito vinculante e isonômico.
5 – Liberdade de ser presumido de boa-fé: qualquer dúvida na interpretação no direito deve ser resolvida no sentido que mais respeita os contratos e os atos privados, aumentando a previsibilidade do direito e, consequentemente, a segurança jurídica no país.
6 – Liberdade de modernizar: normas desatualizadas terão suas restrições suspensas para não prejudicar os cidadãos.
7 – Liberdade de inovar: nenhuma licença poderá ser exigida enquanto a empresa estiver testando, desenvolvendo ou implementando um produto ou serviço que não tenham riscos elevados. Trata-se de uma imunidade burocrática para negócios.
8 – Liberdade de pactuar: contratos empresariais, inclusive sobre normas de ordem pública, não poderão ser alterados judicialmente se tiverem sido livremente pactuados entre as partes.
9 – Liberdade de não ficar sem resposta: todo pedido de licença ou alvará terá um tempo máximo para ser atendido. Transcorrido esse prazo, o pedido será aprovado pelo silêncio do órgão público.
10 – Liberdade de digitalizar: todos os papéis poderão ser digitalizados e descartados, o que deve diminuir os custos de empresas com armazenagem e compliance de obrigações.
11 – Liberdade de crescer: a CVM poderá simplificar de imediato a burocracia pra as Sociedades Anônimas, inclusive para o acesso de pequenas e médias empresas ao mercado de capitais. Empresas brasileiras não precisarão mais ir ao exterior fazer ofertas iniciais de ações (do inglês Initial Public Offer — IPO).
12 – Liberdade de empreender: decisões judiciais não poderão mais desconsiderar a personalidade jurídica sem demonstrar que esteja presente a má fé do empresário, devendo a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ser aplicada para todos.
13 – Liberdade de redigir contratos com padrão internacional: decisões judiciais não poderão fazer revisões de contrato salvo em casos estritos e necessários.
14 – Liberdade contra abusos: a situação em que o regulador passa dos limites permitidos pela lei para prejudicar o cidadão, gerando indevidas distorções econômicas, passa a ser considerada um abuso regulatório.
15 – Liberdade de regulação econômica: nova regulação sobre a economia só poderá ser editada com análise de impacto regulatório.
16 – Liberdade de regularização societária: as sociedades limitadas unipessoais passarão a ser regularizadas de fato na forma da lei.
17 – Liberdade de riscos contratuais: será lícito, e sempre respeitado, o direito de as partes pactuarem a alocação de riscos em decorrência de revisão contratual.
Fonte: Ministério da Economia
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Economia

Imposto de Renda: como fazer a declaração se mudei de emprego em 2019?

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Kevin Pluck/Creative Commons

Saiba como declarar o Imposto de Renda caso tenha tido mais de uma fonte de renda em 2019

Se você mudou de emprego em 2019 ou trabalhou para duas ou mais empresas e a soma de todos os seus salários superou R$ 28.559,70 durante os doze meses do ano passado, você terá de apresentar declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) neste ano. A entrega da declaração do IR, prorrogada em função do novo coronavírus (Sars-Cov-2), vai até 30 de junho. 

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As orientações valem para todos os trabalhadores que receberam rendas tributáveis de mais de uma fonte, ou seja, incluem quem mudou de emprego, quem trabalhou para duas ou mais empresas e ainda quem atuou por apenas uma empresa, mas recebeu por atuações como  microempresário ou microempreendedor individual (MEI).

Para cada fonte pagadora de rendimentos, deve-se incluir na ficha ” Rendimentos tributáveis recebidos de pessoa jurídica” preenchendo os campos com os dados de cada uma das empresas, os respectivos rendimentos recebidos e os valores pagos de Imposto de Renda e Previdência oficial (INSS), informa Flávia Thirion, consultora tributária da Crowe, oitava maior rede global nas áreas de tributos, auditoria e consultoria.

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O mesmo procedimento vale para todos os dependentes que forem incluídos na declaração que possuem emprego, estágio ou recebem aposentadoria. Cada um deve ter seus rendimentos tributáveis informados na aba “dependentes”, no alto da ficha “Rendimentos tributáveis recebidos de pessoa jurídica”. Basta selecionar o dependente na lista e abrir uma nova ficha para cada emprego ou fonte de renda.

Todas as fontes de renda tributável do titular e do dependente, independentemente do valor, devem ser declaradas. Mesmo que a atuação tenha sido por apenas um mês, é necessário pedir o informe de rendimentos ao RH da companhia.

A soma de todos os rendimentos tributáveis do titular e de seus dependentes, serão consideradas declaração. Deste total, serão descontadas as despesas dedutíveis , como gastos ccom educação e saúde, do titular e dos dependentes, para então ser feito o cálculo do imposto devido no ano.

Concluído esse processo, serão considerados todos os valores de IR já pagos ao longo do ano passado para se chegar ao resultado da restituição ou de imposto a pagar.

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Pensão recebida e renda de aluguel precisam ser declaradas

Caso titular ou um dos dependentes receba pensão alimentícia ou tenha renda de aluguel, os valores recebidos devem sempre ser informados na declaração. Deve ser selecionada, para isso, uma outra ficha, diferente da anterior, denominada ” Rendimentos tributáveis recebidos de pessoa física /exterior”, já que, neste caso, o dinheiro vem de uma pessoa física, e não de uma empresa.

Fonte: IG Economia
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Economia

Bolsonaro reinvindica autoria do auxílio emergencial de R$ 600

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⚠️ Atenção ⚠️ Fonte: Governo Federal

Uma publicação compartilhada por SecomVc (@secomvc) em 9 de Abr, 2020 às 11:49 PDT

A Secretaria de Comunicação do governo publicou nesta quinta-feira (9) uma campanha destinada a explicar que o  auxílio emergencial de R$ 600  a informais é pago pela administração federal, em oposição a governadores e prefeitos.

“O auxílio emergencial não é fornecido por prefeituras nem governos estaduais. O auxílio emergencial é fornecido pelo governo federal, para a população, graças aos impostos pagos pela própria população”, diz a campanha do governo federal.

Nesta quinta-feira, o presidente criticou o “uso político” do auxílio emergencial por parte de governos estaduais durante live nas suas redes sociais. “Isso aí é uma fraude. Não vou acusar o governador porque não temos prova de que foi feito pelo governador”, disse, sem especificar a qual governador nem a que ação estava se referindo.

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Antes, a equipe econômica de Bolsonaro queria conceder R$ 200 aos informais. Depois, a ideia passou a ser sobre o valor de R$ 300. Após críticas do Congresso, o valor foi elevado a R$ 500. Como forma de finalizar o processo com protagonismo, Bolsonaro decidiu que o valor final seria de R$ 600.

Com a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), Bolsonaro e a maior parte dos governadores tiveram divergências. Isso porque o presidente  critica as medidas restritivas impostas pelos governadores estaduais para conter a expansão da doença, seguindo recomendações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde.

O presidente perdeu o apoio de alguns daqueles que foram seus aliados, como os governadores João Doria (PSDB-SP), Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Wilson Witzel (PSC-RJ) e tem constantemente ameaçado o cargo do atual ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Fonte: IG Economia
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