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Mato Grosso

CGE 40 Anos – Conquistas e desafios

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O mundo comemorava 10 anos dos primeiros passos do homem à lua. O Brasil caminhava em direção a redemocratização. Em Mato Grosso, naquele 11 de julho de 1979, Frederico Campos, um governante visionário para a sua época, deu os primeiros passos na constituição de um órgão de controle que se tornaria essencial ao funcionamento do Estado.

Nascia ali a Auditoria Geral do Estado, o primeiro órgão de controle interno do Brasil, criado na forma de secretaria de estado e com vinculação direta a governadoria.

Não é por menos, que passados 40 anos, já com a denominação de Controladoria Geral do Estado, representa hoje um órgão de controle referência para as demais unidades da federação.

A forma de atuação, a estrutura física e organizacional, o corpo técnico, em quantidade e qualificação, além das ferramentas de trabalho e dos resultados obtidos, são de forma recorrente objeto de destaque por outros órgãos de controle, incluindo aqui as promotorias do MPE e a Delegacia Fazendária, que tem instruído diversos inquéritos a partir do trabalho dos auditores do Estado.

Em contrapartida, desde Darcy Avelino (primeiro auditor geral), passando por José Gonçalves Botelho do Prado (auditor geral que mais tempo ficou no cargo), até os dias de hoje,  muitos desafios tiveram que ser superados.

As dificuldades para estruturação inicial da AGE, a falta de local de trabalho, insuficiência de recursos humanos, baixo salário, falta de equipamentos, resistência dos gestores ao controle, ao longo do tempo foram se somando a outros desafios.

Houve em várias reformas administrativas a tentativa de extinguir a AGE, incorporá-la a outro órgão ou reduzir suas atribuições. Alguns defenderam isso porque a AGE incomodava, e outros, porque desconheciam a essencialidade desse órgão de controle e a sua capacidade de contribuir com a melhoria dos serviços públicos.

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Sempre resistimos a tudo isso com trabalho. Estivemos presente no enfrentamento das diversas crises fiscais por qual o Estado passou. A AGE foi determinante na elaboração e execução do programa de ajuste fiscal desenvolvido no Governo de Dante de Oliveira e nos programas de modernização da área fiscal (PNAFE) e da gestão (PNAGE).

Os auditores atuaram fortemente na extinção de autarquias, fundações,  empresas públicas e privatizações, inclusive exercendo papel de liquidantes.

Coube também a AGE recuperar a imagem de instituições públicas devastadas por casos de corrupção, exercendo papel de interventor, como ocorreu no DETRAN no ano de 2002.

Foi também a AGE, já na sua transição para a CGE, que atuou de forma autônoma e independente na revelação de grandes casos de corrupção, como os maquinários, conta única e cartas de crédito.

Isso tudo fortaleceu a instituição. E hoje, estruturada na forma de Controladoria Geral do Estado, se tornou um órgão ainda mais robusto.

Se antes estava limitada à questões contábeis e financeiras, tem hoje uma competência muito maior, que envolve o aperfeiçoamento da gestão pública, o fortalecimento do controle interno, a conduta de servidores, o processamento de fornecedores, a transparência e o combate à corrupção.

Temos buscado ser, cada vez mais, um órgão primordialmente orientativo e preventivo.  Atualmente 50% dos auditores da CGE estão alocados nessa atividade.

Ao longo do tempo nossa missão se transformou:  mais que investigar e apontar erros, falhas e fraudes,  hoje o que buscamos é contribuir com a melhoria dos serviços públicos entregues ao Cidadão.

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É através das funções consultiva, avaliativa, orientativa e pedagógica, que se busca alcançar essa missão.

Na função avaliativa, o foco é direcionado para as causas (vulnerabilidades do controle), pois o importante nesse modelo de atuação é tornar os sistemas de controle mais robustos e eficientes, para que sejam capazes de inibir os riscos de falhas e fraudes.

Assim, por meio do conjunto de informações obtidas na função avaliativa é que direcionamos nossas orientações, consultorias e capacitações.

Outra área que temos avançado é no uso da tecnologia e inteligência artificial. A estrutura da CGE conta com uma equipe de inteligência, que através do cruzamento de dados e do desenvolvimento de trilhas eletrônicas, tem sido capaz de detectar erros, falhas e fraudes, logo no seu princípio ou antes mesmo de acontecer.

É certo que, ao comemorar 40 anos, a CGE vive o melhor momento da sua história, seja pela estrutura, procedimentos e equipe técnica, seja pelo reconhecimento dos órgãos do governo e das instituições de controle.

Mas há uma reflexão deixada por Nelson Mandela que é apropriada para o momento. Ele teria dito: “subi a montanha e, ao olhar lá de cima, vi que havia outras montanhas a subir.”

A Controladoria Geral do Estado, nesses 40 anos, superou desafios e se fortaleceu, mas certamente há outros desafios a serem superados.

Se já temos uma história pra contar, temos outra pra escrever.

*Auditor do Estado, atualmente ocupa o cargo de secretário-adjunto de Controle Preventivo e Auditoria

Fonte: GOV MT
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MTI discute sobre gestão de projetos e inteligência artificial

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Os analistas da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) participaram nesta quarta-feira (17.07) de mais uma edição do Café Tech, onde puderam discutir sobre gestão de projetos e sua implantação nas empresas, bem como sobre inteligência artificial.

O Café Tech foi criado como parte da iniciativa de disseminar a cultura da inovação entre os colaboradores da MTI. Ao longo das edições anteriores, já foram discutidos sobre ferramentas e aplicativos que podem aprimorar os trabalhos na área de tecnologia e contribuir para a criação de novas oportunidades de negócio.

Nesta quarta edição, o analista da Cromus Consultoria, Clebiano Nogueira, palestrou sobre os “Mitos e as verdades na implantação da gestão de projetos”. Segundo ele, há sete “mitos” que todos dizem e que impedem o gerenciamento dos projetos para se conseguir atingir o resultado esperado, seja em produtos ou serviços.

Os mitos envolvem a metodologia, apoio executivo, comunicação, controle de mudanças, métricas, lições aprendidas e melhoria contínua. O primeiro mito, segundo Clebiano, é referente à afirmativa referente Project Management Institute (PMI) para gerenciamento de projeto. Isto porque o PMI não trabalha com metodologia, mas boas práticas de gestão. 

O segundo mito trata-se da afirmativa de que gerentes de projetos têm autonomia para selecionar ou gerenciar projetos. Contudo, esse mito cai por terra, uma vez que é necessário o apoio do patrocinador para o bom desenvolvimento do projeto.

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Já o terceiro mito diz respeito ao entendimento de que a execução das atividades está garantida a partir do alinhamento das responsabilidades. “O pior da comunicação é a ilusão de que ela ocorreu. É preciso certificar de que o detalhamento do projeto, de entregas e resultados esperados esteja claro para cada um dos membros”, disse.

Outro mito é se considerar o projeto 100% entregue de acordo com o planejado, bem como considerar as métricas baseadas em percentual concluído das atividades. “É preciso ter outras maneiras de gerenciar. Hoje temos indicadores de performance, de análise de valor agregado e indicadores de resultados”, afirmou Clebiano.

Além disso, outro mito que prejudica o andamento do projeto é reunir os integrantes no final, para compilar as lições aprendidas. “Se a lição é só no final, você já não se lembra do começo. As lições têm que ser organizadas desde o início. Pode-se ir anotando os históricos dos pontos relevantes, importantes e fortes vividos durante o andamento do projeto”, explicou.

O analista de TI da MTI que atua na Sefaz, Guilherme Campos, explica sobre machine learning

Também é considerado mito relevante a crença de que a experiência e a ferramentas são suficientes para enfrentar os desafios da disrupção digital.  “Não basta apenas conhecimento. É preciso melhorar e revisar a metodologia para garantir projetos bem feitos”, encerrou.

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Machine Learning 

Além da gestão de projetos, foi discutido ainda sobre inteligência artificial na palestra “Introdução à Machine Learning e Deep Learning”, realizada pelo analista Guilherme Campos, servidor da MTI cedido à Secretaria de Fazenda (Sefaz).
A Machine Learning é considerada uma aprendizagem de máquina, que é a capacidade de um computador de aprender e evoluir à medida que é exposto a novos dados e em constante mudança, de modo que possam fazer tarefas que seriam executadas por pessoas.

Já a Deep Learning é uma aprendizagem profunda, cuja tecnologia tornou-se muito comum atualmente. “A Deep Learning é uma das sub-áreas do Machine Learning e que está muito em alta e na moda e tem resultados impressionantes”, disse Guilherme.

Segundo Guilherme, a Deep Learning é utilizada em aplicações como visão computacional, reconhecimento de fala e compreensão de linguagem natural. “Você consegue trabalhar em outras áreas, como voz, texto e processamento de linguagem natural. E isso é mais uma ferramenta que se tem para trabalhar. Por isso é interessante conhecer as novas técnicas, mesmo que não seja profundo conhecedor, para que possamos propor soluções para problemas futuros”.

Fonte: GOV MT
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Mato Grosso

Programa REM propõe parceria com Cipem para fortalecimento da cadeia madeireira

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O Programa REM Mato Grosso propôs ao Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Matogrosso (Cipem) uma parceria para fortalecimento da cadeia produtiva da madeira. A aproximação visa promover capacitações e desenvolvimento de mercados para que a cadeia seja cada vez mais reconhecida como estratégica para o desenvolvimento sustentável do Estado.

“Os empreendedores que atuam com Manejo Florestal Sustentável são grandes responsáveis por evitar o desmatamento e um dos objetivos do programa é justamente chegar na ponta e repartir os benefícios com essas pessoas que auxiliaram o estado de Mato Grosso a conter o desflorestamento ilegal”, pontuou a coordenadora do Programa REM Mato Grosso, Lígia Vendramin. Ela informou durante a reunião que o Estado também trabalha para melhorar a rastreabilidade e mapeamento da cadeia de custódia da madeira nos sistemas da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), garantindo ao setor a valorização dos empreendedores que atuam em conformidade com as normas legais.

Para o diretor executivo do Cipem, Valdinei dos Santos, as agendas são convergentes e a entidade está aberta a firmar a parceria para fortalecimento da cadeia produtiva da madeira. O executivo recebeu os representantes do Programa REM Mato Grosso e da Superintendência de Gestão Florestal (SUGF) da Sema na tarde desta quarta-feira (17.07) na sede da instituição, em Cuiabá. Os recursos disponibilizados pelo programa para fortalecimento da cadeia poderão ser executados nos próximos três anos.

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Estado pioneiro

Desde 2004, Mato Grosso obteve uma redução de 89% no desmatamento das suas florestas, mantendo 63% do seu território intacto. Portanto, Mato Grosso é campeão na redução do desmatamento, marca que o credenciou para recebimento dos recursos do Programa REM, projeto internacional que premia as jurisdições pioneiras na Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+).

Em 2017, durante a Conferência do Clima realizada na cidade alemã de Bonn, foi assinado o acordo entre Mato Grosso e os governos da Alemanha e do Reino Unido possibilitando a destinação ao Estado de até 22 milhões de libras e 17 milhões de euros, cerca de R$ 180 milhões na moeda atual, em um período de cinco anos. Para receber os valores, que são gerenciados pelo Fundo Brasileiro da Biodiversidade, o estado de comprometeu a manter o desmatamento abaixo de 1788km².

Outra frente de atuação mato-grossense para conter o desmatamento e valorizar a floresta em pé é o desenvolvimento de estratégias integradas para o Desenvolvimento Rural de Baixa Emissão (DBRE). De acordo com o Instituto Earth Innovation, de 39 jurisdições que abrigam florestas tropicais em seu território, Mato Grosso é a única que mantém uma ampla gama de iniciativas mais avançadas que abordam a produção agropecuária sustentável para propriedades de grande e pequeno porte.

Essas iniciativas estão todas elencadas dentro da Estratégia Produzir, Conservar e Incluir (PCI), lançada na COP 21 em Paris, que inclui 21 metas claras para aliar produção com conservação ambiental e inclusão social. Os marcos foram desenvolvidos por meio de processos participativos que incluíram atores de setores públicos, privados e sem fins lucrativos e buscam o desmatamento líquido zero em todo o estado e zerar emissões líquidas de carbono florestal até 2030, mantendo aproximadamente 6 gigatoneladas de CO2 fora da atmosfera, além de manter no mínimo 60% da cobertura vegetal nativa.

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Repartição de Benefícios

Do valor destinado ao Estado pelos governos da Alemanha e do Reino Unido, 40% será designado para fortalecimento institucional do governo de Mato Grosso. Os recursos serão investidos para complementar ações já realizadas pelo Estado para combater o desmatamento e valorizar a floresta em pé. Já os outros 60% serão repartidos em quatro subprogramas, sendo, 17% para projetos de produção sustentável, 22% para povos indígenas, 41% para agricultura familiar e 20% para agricultura familiar e povos tradicionais em outros biomas.

O Programa REM Mato Grosso está integrado ao Sistema Estadual de REDD+ [Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação florestal], com a Estratégia Produzir, Conservar, Incluir (PCI), e com o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Incêndios Florestais (PPCDIF), contribuindo diretamente para o alcance das metas estabelecidas para conservação ambiental e redução do desmatamento.

Fonte: GOV MT
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