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Política Nacional

Bolsonaro diz que sofre ‘sabotagens’ e ‘muita pressão’ no governo

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Jair Bolsonaro
Divulgação/Gabriel Cardoso/SBT

Bolsonaro diz que vê o comando do país como uma missão

O presidente Jair Bolsonaro denunciou que sofre “sabotagens” no governo, com ministérios aparelhados e políticos inexperientes que esperavam dele resolver problemas “no peito e na raça”. Em entrevista à revista Veja , publicada na manhã desta sexta-feira (31), o presidente criticou a influência da esquerda sobre o Ministério da Educação e até o da Defesa.

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“É uma luta de poder. Há sabotagens às vezes de onde você nem imagina. No Ministério da Defesa, por exemplo, colocamos militares nos postos de comando. Antes, o ministério estava aparelhado por civis. Havia lá uma mulher em cargo de comando que era esposa do 02 do MST. Tinha ex-deputada do PT, gente de esquerda… Pode isso? Mas o aparelhamento mais forte mesmo é no Ministério da Educação”, disse Bolsonaro .

O presidente disse não ser contra os estudos nas escolas e universidades sobre Che Guevara, o guerrilheiro líder da Revolução Cubana, contanto que também se fale aos estudantes sobre o coronel Brilhante Ustra (apontado como torturador durante a ditadura militar).

Na visão do presidente, falta “patriotismo para algumas pessoas que decidem o futuro do Brasil”. Contou que sente uma pressão “muito grande” no cargo, sob as acusações de não ter governabilidade. “Mas o que é governabilidade?”, questionou. Para Bolsonaro, a maioria dos parlamentares já entendeu a mudança de como se faz política em sua gestão.

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“Já passei noites sem dormir, já chorei pra caramba também. Angústia, né? Tá faltando o mínimo de patriotismo para algumas pessoas que decidem o futuro do Brasil”, relatou. “Imaginava que ia ser difícil, mas não tão difícil assim. Essa cadeira aqui é como se fosse criptonita para o Super-Homem. Mas é uma missão”.

A entrevista à Veja foi atrasada em 15 minutos porque o presidente, sem avisar assessores com antecedência, decidiu prestigiar a sessão solene de homenagem a Carlos Alberto da Nóbrega , na Câmara dos Deputados. Ele foi a pé do Palácio do Planalto até o plenário da Casa para celebrar os 60 anos de carreira do humorista, de quem diz ser fã.

Bolsonaro considerou já ter concluído as promessas de campanha de indicar “um gabinete técnico, respeitar o Parlamento e cumprir o dispositivo constitucional de independência dos Poderes”. O presidente ressaltou o alcance da publicação dos atos de governo nas redes sociais e atribuiu o “sucesso” de engajamento ao filho Carlos Bolsonaro, mas reconheceu a “impetuosidade” do vereador do Rio, responsável por abrir discussões até com aliados do pai e tensionar o Executivo.

“O Carlos tem muita impetuosidade, quer resolver as coisas muito rapidamente. De vez em quando há um atrito entre mim e ele em função da velocidade com que ele quer resolver as coisas”, argumentou.

Amor eterno ao PSL, sem compaixão por Lula

Sobre o PSL, destacou que a legenda foi criada em março do ano passado e se engajou num “trabalho hercúleo” de buscar pessoas. Segundo o presidente, ele e a equipe foram então “pegando qualquer um” para “quebrar o galho”. Nesta esteira, o chefe do Executivo disse que “muita gente” se elegeu com a estratégia que ele adotou na internet, gente que depois lhe confidenciou estar surpresa por conseguir mandato.

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“Por isso o pessoal chegou aqui completamente inexperiente, alguns achando que vou resolver o problema no peito e na raça. Não é assim”, ponderou Bolsonaro, que pareceu negar uma futura mudança de partido. “Quando a gente casa, a gente jura amor eterno”.

Questionado sobre as críticas contra ele e seus filhos publicadas nas redes sociais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Bolsonaro relembrou os 15 nos quais ficou preso por publicar um artigo na Veja para defender o aumento de salário de militares. O presidente ressaltou ter sido punido acertadamente e ter “sentido” a reclusão, mas negou ter qualquer tipo de “compaixão” pelo líder petista.

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“Mesmo dentro do quartel você sente. Imagine o Lula dentro de uma cela. O cara sente. Ele saiu de uma situação de líder para a de um cara preso, condenado por corrupção. Apesar disso, não tenho nenhuma compaixão em relação a ele. Ele estava trabalhando para roubar também a nossa liberdade”, disse Bolsonaro

Fonte: IG Política
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Política Nacional

Câmara manda recado aplicando nova derrota a Moro

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IstoÉ

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Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Moro

Descartando as medidas mais polêmicas e inconstitucionais, a Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira 4 o pacote anticrime apresentado há dez meses pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. A aprovação está longe de ser uma vitória do ministro: o pacote, que era a sua principal bandeira à frente do Ministério, ganhou a anuência dos parlamentares mas tornou-se anêmico e desidratado. Proposta por Jair Bolsonaro ainda em campanha, a ampliação da figura jurídica do excludente de ilicitude foi endossada pelo ex-magistrado, ainda que inconstitucional. Pode-se dizer que dava à polícia e a militares a licença para assassinar. Os argumentos trombavam de frente com o Estado de Direito: se o policial se sentisse em situação de medo ou de descontrole emocional poderia matar sem ser punido – tratava-se de uma excrescência que aumentava a miríade de teses de defesa até para crimes passionais. Também foi retirada a prisão após sentença penal condenatória em segunda instância (o Congresso votará esse tema separadamente, como cabe ao poder legiferante em se tratando de questão que altera a Constituição e não pode ser instituída por um pacote anticrime). Foi aprovada uma boa medida: passa a existir o juiz de garantia. Ou seja: o magistrado que acompanha o processo não mais será o mesmo que sentencia.

Assembleia
Socos e mordidas

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Reprodução

Deputado Mamãe Falei


Acredite se quiser, mas a pose do deputado Arthur do Val (foto) aconteceu durante uma sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo para discutir a Reforma da Previdência do estado. Ele chamou os servidores e correligionários que protestaram durante sua fala de “bando de vagabundos” em um discurso inflamado, que foi interrompido quando manifestantes invadiram a tribuna para agredi-lo. A deputada Janaína Pascoal afirmou, após a confusão, que colegas foram agredidos e mordidos. Uma barbárie.

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Saúde
Aprovada a venda de remédios à base de Cannabis

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Pixabay/Creative Commons

Senado acatou ação, mas reduziu artigos


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novas regras para medicamentos à base de Cannabis, permitindo que empresas sejam liberadas para vender esses compostos em farmácias. A previsão da Anvisa é de que alguns produtos já estejam disponíveis no primeiro semestre de 2020. Estima-se que 13 milhões de pacientes serão atendidos com a liberação. Entre as enfermidades que se beneficiarão desses medicamentos, estão problemas neurológicos, como autismo e epilepsia, além da insõnia e da ansiedade. Apesar disso, os medicamentos não devem ter preços populares, visto que o plantio de Cannabis ainda é proibido, exigindo que a indústria farmacêutica e laboratórios importem a matéria prima para fabricação dos remédios.

Futebol
O poder popular

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Diego Dacal/Flickr

Torcida do vasco

Os cartolas do futebol tiveram mais uma prova de que são as massas que fazem o esporte ser grande. O Vasco da Gama realizou uma promoção que corta o preço da associação para sócios-torcedores pela metade — e com planos de 12 reais por mês. o clube ultrapassou assim a marca de 150 mil sócios, 120 mil a mais do que tinha antes de reduzir os preços. O vasco passou a ser o clube com o maior número de sócios-torcedores do País. Os que tentam elitizar o futebol só têm a perder.

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Legislativo
Jair e Michelle precisam conversar

O presidente Jair Bolsonaro enviou à Câmara na terça-feira 3, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, um projeto que permite às empresas substituirem a cota de empregados deficientes pelo pagamento mensal de dois salários mínimos à União. Dessa forma, a política inclusiva praticamente deixaria de existir. Na posse de Bolsonaro, a primeira-dama, Michelle, fez um discurso em libras, sinalizando a intenção de preservar os direitos dessa faixa da população. Provavelmente ela deve estar decepcionada com o marido.

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Marcelo Camargo/Agência Brasil – 1.1.19

Michelle Bolsonaro durante seu discurso, em libras, no parlatório do Planalto


TURISMO
Um longo caminho para o Brasil

Levantamento do Euromonitor Internacional revelou que o destino brasileiro que mais recebeu turistas em 2019 foi o Rio de Janeiro, com 2.3 milhões de visitantes. A cidade ocupou apenas a 103ª posição no ranking, registrando queda de 5,8% no número de chegadas no ano. O governo fala bastante em impulsionar o turismo, mas ainda está muito distante das cidades com mais visitantes, que são:

1 – Hong Kong (China)
26.7 milhões

2 – Bangcoc (Tailândia)
25.8 milhões

3 – Macau (China)
20.6 milhões

4 – Singapura (Singapura)
19.7 milhões

5 – Londres (Inglaterra)
19.5 milhões

Fonte: IG Política
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Política Nacional

“Não gosto muito do que fazem o governo Bolsonaro e os filhos”, afirma Amoêdo

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Marcello Casal Jr/Agência Brasil

João Amoêdo, presidente do Novo

O político e criador do Partido Novo, João Amoêdo, classificou como um “teste de limites” o que é feito pelo presidente Jair Bolsonaro e pelos seus filhos nas redes sociais. Em entrevista à coluna Radar, do jornal Folha de S.Paulo , ele comentou sobre Imposto de Renda, os posicionamentos atuais do governo e até mesmo sobre Guedes.

“Não gosto muito do que fazem o governo Bolsonaro e os filhos deles, de testar limites. Fala algo, vê a reação, volta atrás”, afirmou Amoêdo. Também ativo nas redes, o representante do Novo contou que aposta em indicação de fontes dos dados apontados nas redes como uma forma de passar mais credibilidade ao seu público.

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Amoêdo considerou a fala de Guedes sobre o AI-5 como um erro e falou que a carga tributária brasileira já é muito elevada. Ele disse, ainda, que Bolsonaro não está “acostumado às instituições” e por isso as ataca constantemente.

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Fonte: IG Política
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