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Política Nacional

Bolsonaro deve priorizar perfil mais conservador em indicação para a PGR

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Marcos Corrêa/PR – 1.8.19

Sem definição, nome mais forte para assumir vaga na PGR é do subprocurador Augusto Aras

Na reta final da escolha para o comando da Procuradoria-Geral da República (PGR), a indicação do presidente Jair Bolsonaro (PSL) deve recair sobre um candidato com perfil mais conservador, após a saída da procuradora-geral da República Raquel Dodge do páreo, como revelou na segunda-feira a colunista Bela Megale.

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Interlocutores do Palácio do Planalto tem apontado que Bolsonaro ainda não tomou sua decisão sobre a vaga na PGR , mas que o subprocurador Augusto Aras continua sendo o mais cotado nos bastidores, seguido pelos subprocuradores Paulo Gonet e Mario Bonsaglia, este o mais votado na lista tríplice formada por votação interna da categoria.

A artilharia iniciada por parlamentares do PSL contra Aras , que incluiu a entrega de um dossiê contra o candidato pela deputada Carla Zambelli (SP) e críticas nas redes sociais, arrefeceu após o fim de semana e não teria sido suficiente para fazer Bolsonaro mudam de ideia, apontam interlocutores.

Como adiou por mais alguns dias a escolha, que deve ser anunciada até sexta-feira, existe a possibilidade de Bolsonaro receber para uma conversa nesta semana o mais votado da lista tríplice , Mario Bonsaglia , que até agora não esteve pessoalmente com o presidente. O assunto estava em análise no Palácio do Planalto, mas não houve confirmação de agenda até a conclusão desta edição.

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Dodge , que denunciou Bolsonaro em 2018 pelo crime de racismo e tomou atitudes recentes que desagradaram o governo, como barrar a indicação do procurador Ailton Benedito para a Comissão de Mortos e Desaparecidos do governo, já foi descartada na disputa e não tem mais chances de obter uma recondução.

Oficialmente, no entanto, o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros diz que todos seguem na disputa, mas reforço que Bolsonaro faz uma análise em um “amplo espectro do Ministério Público.

“Como o presidente vem vocalizando, e não é ilegal o que ele vem vocalizando, a seleção de pessoas em um amplo espectro do Ministério Público para a indicação de Procurador-Geral. É neste contexto que ele trabalha, ele não descarta nem assume que estará a escolher da lista ou fora dela. Ele está em um processo de madureza, de conversas e a partir de que ele tenha percepção correta do que é melhor para o país ele vai escolher, indicar e vocalizar por meio da imprensa a sociedade brasileira”, disse.

Os três mais cotados, Aras, Gonet e Bonsaglia, atendem a alguns dos requisitos que estão sendo avaliados por Bolsonaro, como ter discreto, sem “estrelismo” e um perfil político mais conservador. Aras, em um aceno a Bolsonaro em entrevista publicada ontem pelo jornal “Folha de S.Paulo”, afirmou cogitar nomear para uma eventual equipe na PGR o procurador Ailton Benedito, de perfil conservador e que tem boa aceitação com Bolsonaro.

O subprocurador decidiu romper o silêncio após ter sido alvo da artilharia do PSL na última semana, defendendo-se das críticas de que era alinhado a nomes do PT e à esquerda. Em entrevista na segunda-feira ao Globo, Aras define-se como “cristão” e afirma que o Ministério Público não pode criar “óbices” para o andamento de obras públicas, devendo atuar preventivamente para corrigir eventuais erros em licitações e evitar que as obras fiquem paralisadas no futuro.

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Gonet, respeitado no meio jurídico por sua atuação na área constitucional, tem como desvantagem na disputa o fato de ter sido sócio do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e sua proximidade com ele, que tem articulado nos bastidores do Supremo em defesa da sua candidatura. O subprocurador se define como católico e já escreveu artigos condenado a prática do aborto, a qual define como uma “afronta à Constituição”.

“Já se viu que a prática do aborto – e aqui se equiparam a tanto as pesquisas com embriões que levam à interrupção do seu desenvolvimento – encontra firme repúdio em religiões significativas para o povo brasileiro. Esse fato não somente não pode ser deixado de lado, na apreciação da legitimidade jurídica dessas práticas, como deve ser considerado realmente importante, mesmo para uma visão constitucional do problema”, escreveu Gonet no artigo, publicado em 2008.

Bonsaglia, que desde a votação da lista tríplice tem evitado dar entrevistas e focado sua atuação nos bastidores, fez carreira como procurador na área criminal e tem como vantagem o respaldo da lista tríplice, que garante apoio da categoria.

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O subprocurador Alcides Martins, que na última sexta-feira foi eleito vice-presidente do Conselho Superior do MPF e também tem um perfil discreto, surgiu como outra possível opção, na avaliação de integrantes do MPF. Fontes do Palácio do Planalto não confirmam se Alcides está no radar de Bolsonaro.

Fonte: IG Política
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Política Nacional

Witzel diz que ligação para Mourão foi para ‘mostrar união’ e ‘pedir apoio’

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Luciano Belford / Agência O Dia

“Quero dizer que minha ligação, ontem, ao vice-presidente foi para demonstrar união”, disse Witzel.

Após críticas do presidente Jair Bolsonaro e do presidente em exercício Hamilton Mourão , o governador do Rio, Wilson Witzel, usou seu perfil no Twitter, nesta segunda-feira, para comentar o episódio. Em vídeo um vídeo, ele disse que a conversa que teve com Mourão sobre as chuvas no Norte e Noroeste do estado — gravada por Witzel e compartilhada na mesma rede social — foi para “mostrar união, pedir apoio e dar satisfação ao povo e aos prefeitos em uma hora tão difícil”.

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“Quero dizer que a minha ligação, ontem, ao vice-presidente foi para demonstrar união, de todos aqueles que estão preocupados com essa tragédia: Município, Estado, União. E dar satisfação para os prefeitos, para o povo, de que o governador do Estado está também pedindo esse apoio à União. Então, espero que nós todos estejamos unidos para salvar essas pessoas que estão hoje debaixo de água. Obrigado”, disse Witzel .

Na conversa que teve com Mourão, ocorrida neste domingo e filmada por um assessor do governador, Witzel pede apoio ao envio de água potável às áreas atingidas pelas chuvas. Ao comentar o episódio, Bolsonaro disse que “o que se trata por telefone tem que ser reservado”.

“Pelas imagens, ele está no seu carro e um assessor filma. E ele liga para o presidente em exercício. Acho que não é usual alguém fazer isso. Eu não gostaria que fizessem comigo qual seja o assunto. O que se trata por telefone tem que ser reservado”, disse o presidente.

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Já o presidente em exercício acusou Bolsonaro de não ter “ética” e “moral”. “Em relação ao governador Wilson Witzel, ele diz que foi fuzileiro naval. Eu acredito que ele esqueceu a ética e a moral que caracterizam as Forças Armadas quando saiu do corpo de fuzileiros navais. Nada mais tenho a dizer a respeito”, disse Mourão, ao chegar na Vice-Presidência.

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Mais tarde, ao deixar a Vice-Presidência, Mourão disse que conversou com o presidente Jair Bolsonaro sobre o assunto e afirmou que os dois concordaram que Witzel deveria ter avisado que faria a gravação:

“O presidente só disse que é uma coisa que não é ética. É óbvio. Se você vai gravar alguém, você diz: ‘Olha, vou te gravar aqui, porque vou botar para o povo do Rio de Janeiro, para saber que eu estou atuando’. Ok, beleza, 100%”.

Governo divulga nota sobre o episódio

Em nota, o governo do estado disse que a divulgação do vídeo nas redes sociais tinha como objetivo de apenas “tranquilizar os moradores de cidades do Noroeste do estado fortemente atingidas pelas chuvas”. O comunicado ressaltou ainda que a publicação “não tem qualquer outra conotação que não demonstrar união num momento de necessidade do povo” e que “o telefonema carateriza uma conversa de trabalho”.

Leia a íntegra da nota: 

“O vídeo divulgado nas redes sociais do governador Wilson Witzel tem somente a intenção de tranquilizar os moradores de cidades do noroeste do estado, fortemente atingidas pelas chuvas e, em função disso, sem item básico neste momento que é água para consumo. A informação de que os governos estadual e federal estarão juntos para atender demandas básicas da população da região não tem qualquer outra conotação que não demonstrar união num momento de necessidade do povo. Por isso é importante e de interesse público.

A disposição de auxiliar a região demonstrada pelo presidente em exercício, Hamilton Mourão, é prova do compromisso com as vítimas dessa calamidade que trouxe grandes prejuízos a várias cidades fluminenses. Ressalte-se que o telefonema carateriza uma conversa de trabalho, buscando uma solução para um problema específico. E a sensibilidade demonstrada pelo presidente em exercício evitará o sofrimento de milhares de pessoas”.

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Confira a conversa entre Witzel e Mourão:

Witzel : Senhor presidente, boa tarde!

Mourão : Boa tarde, governador, tudo bem?

Witzel :Tudo bem! Presidente, estou aqui em Porciúncula, uma região muito afetada, Porciúncula, a região de Itaperuna…

Mourão : Estamos cientes, estamos cientes, governador.

Witzel : O maior problema, agora, presidente, é água. Estou com uma grande quantidade de água lá no Rio de Janeiro e precisava trazer para cá. E, realmente, a população aqui de Porciúncula é de 15 mil pessoas sem água. Estou indo para uma outra região daqui, Bom Jesus (de Itabapoana), também sem água porque as bombas da Cedae estão submersas, está a metade da cidade submersa. Nós já pedimos para o Ministério da Defesa para fazer o protocolo e aí estou passando para o senhor essa nossa necessidade.

Mourão : Vou falar com o ministro Fernando para intensificar isso aí. O ministro Canuto está lá em Minas Gerais e no Espírito Santo. Aí, qualquer coisa a gente apoia mais alguma coisa aí no Rio de Janeiro, governador. Fica tranquilo.

Witzel : Obrigado, presidente! Vou avisar os prefeitos que estão aqui comigo. Vou comunicar a eles. Obrigado! Agradeço o apoio do senhor e da União!

Fonte: IG Política
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Política Nacional

Justiça de São Paulo apreende caminhonete de Ciro para indenizar Holiday

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Ciro Gomes falando ao microfone arrow-options
Marcelo Camargo / Agência Brasil

Ciro foi presidenciável em 2018

A Justiça de São Paulo apreendeu uma caminhonete Toyota Hilux do ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) para garantir que ele pague parte da indenização ao vereador Fernando Holiday (DEM). Ciro foi condenado em fevereiro do ano passado a pagar R$ 38 mil a Holiday por tê-lo chamado de “capitãozinho do mato”. A informação é da colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo .

A decisão foi tomada pela juíza Lígia dal Colleto Bueno, da 1ª Vara do Juizado Especial Cível, e a defesa do ex-minsitro já disse que vai recorrer.

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Ciro deu declaração durante um entrevista à Rádio Jovem Pan, em junho de 2018. “Imagina, esse Fernando Holiday aqui. O capitãozinho do mato, porque é a pior coisa que tem é um negro que é usado pelo preconceito para estigmatizar, que era o capitão do mato do passado”, disse na ocasião. À epoca ele disputava as eleições para presidente.

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Fonte: IG Política
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