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Audiência pública debate prevenção à depressão e ao suicídio nesta terça-feira (10)

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Foto: ROSE DOMINGUES Médico há 40 anos, o deputado Dr. Gimenez tem um projeto de lei que visa capacitar professores da rede pública para identificar sinais de depressão

Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT A médica Lívia Pulcherio Monteiro afirma que é preciso falar abertamente sobre o tema para poder evitar o agravamento do quadro

Foto: ROSE DOMINGUES

A cada 3 segundos, uma pessoa no mundo tenta o suicídio, e a cada 40 segundos, uma pessoa consegue dar fim à própria vida. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que 90% dos casos poderiam ser evitados a partir de uma rede de apoio estruturada, que inclui saúde pública, família, amigos e trabalho. 

Para tratar do ema, a Assembleia Legislativa realizará nestaa terça-feira (10), Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, uma audiência pública para tratar da depressão e suas consequências. O evento reunirá representantes de várias instituições, entre elas, da educação, polícia militar, saúde pública, universidades, associações de psicologia e psiquiatria, Centro de Valorização da Vida (CVV), estudantes e profissionais que atuam na área.

Conforme o deputado estadual Dr. Gimenez (PV), que é médico há 40 anos e organizador desse encontro, a proposta é analisar como a rede de atendimento hoje está estruturada e quais as demandas para melhorias do setor que é a porta de entrada para os pacientes em sofrimento e seus familiares. 

“Temos um projeto de lei que visa capacitar os professores para que identifiquem os sinais de alunos que estejam em depressão e acionem os pais e a rede de proteção rapidamente. Ter pessoas capacitadas na escola potencializará o trabalho preventivo, o que vai evitar o agravamento de inúmeros quadros que podem levar a um suicídio”.

Após a perda de uma amiga por suicídio há quatro anos, a médica do programa saúde de família de Cuiabá, Lívia Pulcherio Monteiro, explica que passou por muitas mudanças. “Primeiramente, quis entender o que aconteceu. Busquei fazer cursos e me especializar no assunto, porque, mesmo atuando na área da saúde, estive com ela 10 dias antes e não identifiquei o risco da situação, e é uma dor que nunca vai embora”.

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Lívia afirma que a perda de um amigo ou familiar por suicídio, aos poucos, dá lugar à resignação e à saudade (posvenção). Mesmo enfrentando um tabu, a primeira orientação quando o tema é suicídio: falar abertamente sobre o assunto, sem julgamento, sem piada (ou brincadeira), levando em conta o momento de dor do outro. 

“Observo que falta mais atenção não só das políticas públicas, como das pessoas para identificar os sinais, ninguém decide cometer suicídio de um dia para o outro, elas passam por etapas, por isso precisamos estar muito atentos para esses sinais, e fazer alguma coisa para ajudar de forma carinhosa, mas bastante firme”.

Cerca de 320 milhões de pessoas de todas as idades sofrem com depressão, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).  No Brasil, mais 11 milhões de pessoas no Brasil afetadas pela doença, entre crianças e adultos, um índice que crescente que ainda significa um tabu, considerado por muitos como ‘frescura, fraqueza ou falta de Deus’. 

Fases que precedem o suicídio

Na primeira etapa, a médica Lívia Monteiro pontua que há uma ideação suicida, ou seja, a pessoa começa a pensar nele. Normalmente, 97% dos casos vêm acompanhados de doença mental, como depressão, ansiedade e outras síndromes mentais que vão potencializar o quadro. Tratá-las é fundamental.

O segundo momento é o planejamento da morte, ou seja, de maneira prática, a pessoa passa a escolher a forma ou a técnica para colocar em prática. Nesta fase, é comum o paciente externar frases que devem ser um alerta (sinal amarelo) em casa e no trabalho: ‘Não sirvo para nada’, ‘a vida vai ser melhor sem mim’, ‘estou cansada (cansado) de lutar’. Ao invés de ignorar, Lívia orienta que é preciso intervir imediatamente.

“Tem que ter uma conversa franca, escutar, oferecer ombro amigo, perguntar se está tudo bem, atitudes que ajudam em qualquer lugar onde estamos. Mas para isso, temos que sair da superficialidade, entendendo que apenas um ser humano ajuda o outro, o que exige amor e atenção, é observar quando a pessoa está com um comportamento diferente do habitual e não deixar passar”.

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A médica frisa que é fundamental ser franco e perguntar sobre o planejamento. “Na rotina do consultório, as pessoas são sinceras e respondem”. Ela explica que a partir desta resposta é possível acionar a rede de proteção e evitar que se chegue à terceira e última etapa, que é tentativa de suicídio. “Ser honesto, perguntar, não deixar a pessoa sozinha, tirar o instrumento do alcance dela, acionar os serviços de proteção e a família, é um trabalho conjunto”.

O paciente neste nível precisa de acompanhamento médico e psicológico imediato, apoio da família, no emprego e dos amigos. Se por um lado existem fatores que podem desencadear o adoecimento, como desemprego, solidão, perdas variadas, doença física incurável, abandono, por outro, há fatores de proteção. 

“O número de pessoas que pensam e até planejam o suicídio é alarmante, estamos vivendo um momento mundial muito difícil, por isso precisamos fortalecer essa rede de proteção que inclui bons relacionamentos com família, amigos, hábitos saudáveis, como praticar esportes, ter atividades de lazer e ao ar livre na natureza e, acima de tudo, ter uma vida saudável”. 

Sobre a rede de atendimento, Lívia informa que as unidades básicas de saúde pública estão abertas para auxiliar. Caso haja uma tentativa, é preciso ir a um pronto-atendimento, há ainda a escuta ativa do CVV (pelo 188 – ligação gratuita), os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e também o Núcleo de Assistência Social Comunidade Inamar (NASCI), que dispõe de duas unidades em Cuiabá. 

Outras informações

Para saber sobre a programação e participar entre em contato com o gabinete do Dr. Gimenez, pelo telefone: (65) 3313-6795 ou o e-mail drgimenezmt@gmail.com. 

SUGESTÃO DE PAUTA

Evento: Audiência Pública sobre depressão 
Data: 10/09 (terça-feira)
Horário: 13h
Local: Auditório Milton Figueiredo, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Av. André Maggi, Centro Político Administrativo, Cuiabá. 

Fonte: ALMT
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Mesa Diretora lamenta falecimento de Benedito Botelho, pai do presidente da AL

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Foto: ARQUIVO PESSOAL / ALMT

A Assembleia Legislativa vem a público expressar sentimento de pesar e prestar condolências à família do presidente da Casa de Leis, deputado Eduardo Botelho, pelo falecimento do seu  pai, senhor Benedito Caetano Botelho, na manhã desta sexta-feira (17).

Seo Chinhô, como era conhecido, era natural de Livramento, completou 95 anos em setembro, e tratava de câncer há três anos. Ele deixou nove filhos e viúva, senhora Leopoldina Fontes Maia.

O velório está previsto para acontecer nesta sexta-feira (17), a partir das 16 horas, na funerária Capelas Jardins – em Cuiabá.

Fonte: ALMT
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Ulysses Moraes encaminha requerimento de informação acerca de R$ 150 mil liquidados

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Foto: Ronaldo Mazza

O deputado estadual Ulysses Moraes (DC) encaminhou um requerimento de informação para que seja enviado ao chefe da Casa Civil do Estado de Mato Grosso acerca da liquidação e do suposto recebimento por parte do governador de maneira, de acordo com o parlamentar, que afronta os cofres públicos.

“Como compete ao parlamentar fiscalizar as ações ligadas ao estado de Mato Grosso, solicitei hoje durante a sessão, através de requerimento, todas as informações pertinentes à prestação de contas desta verba e porque ela não consta no Portal da Transparência, como dita a lei”, esclarece o parlamentar.

No requerimento, o deputado solicita a totalidade de gastos mensal com ajuda de custo e verba de representação junto ao gabinete do governador e qual a finalidade desta verba. Além disso, Ulysses requereu informações da prestação de contas dos valores mês a mês, a legalidade desta verba e qual a razão pela qual esta informação não conta nos Sistemas de controle de gastos do estado.

O montante está sendo classificado como ‘verba secreta’, já que está obstruído de consulta pública. Na data do documento consta o ano de 2019, mesmo ano em que o governador decretou estado de calamidade pública. 

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Fonte: ALMT
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