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Economia

Após impasses, Câmara inicia sessão para votar destaques à reforma; acompanhe

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Najara Araújo/Câmara dos Deputados – 10.7.19

Plenário da Câmara dos Deputados durante a votação da reforma da Previdência

Com mais de duas horas de atraso , o plenário da Câmara dos Deputados retomou os trabalhos na tarde desta quinta-feira (11) para votar os cerca de 20 destaques que poderão ou não ser incluídos no texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC 6/19), a reforma da Previdência. 

O texto principal da  reforma da Previdência foi aprovado na noite dessa quarta-feira (10), por 379 votos a favor e 131 contra . Na sequência, os deputados rejeitaram um destaque que pretendia retirar os professores das novas regras para a aposentadoria. Por 265 a 184, com duas abstenções, os parlamentares decidiram manter as regras que constam no texto-base para a categoria.

Nesta tarde, a sessão estava prevista para ter início às 15h, mas o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), atrasou o início dos trabalhos por avaliar que o eventual abrandamento das regras para policiais federais , como deseja a chamada bancada da bala, pode abrir precedentes para a discussão de benefícios a outras.

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Acompanhe a sessão ao vivo:

Os destaques mais aguardados são o que aumenta a aposentadoria para as trabalhadoras da iniciativa privada e o que suaviza as regras de aposentadorias para policiais e agentes de segurança que servem à União.

Um acordo costurado pela bancada feminina deve melhorar a aposentadoria para as mulheres. A proposta aprovada na comissão especial da Câmara tinha mantido o tempo mínimo de contribuição das mulheres da iniciativa privada em 15 anos, em vez de elevá-lo para 20 anos.

No entanto, as seguradas se aposentariam com 60% da média das contribuições. Quem se aposentasse mais tarde só veria o valor do benefício se elevar a partir do 21º ano. Pelo acordo, o benefício começará a subir a partir do 16º ano de contribuição.

O líder da maioria na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), confirmou o fechamento de um acordo para suavizar as regras de aposentadoria para os policiais e agentes de segurança que servem à União.

De acordo com o líder, a categoria poderá aposentar-se com idade mínima de 53 anos para homens e 52 anos para mulheres. Eles também terão pedágio de 100% na regra de transição. Dessa forma, o policial que se aposentaria em dois anos pelas regras atuais teria de trabalhar mais dois anos para passar para a inatividade a partir da promulgação da reforma da Previdência.

Veja abaixo os principais destaques

  • Cálculo da pensão (PT)

O destaque do PT pretende manter a integralidade do valor da pensão. O governo propôs reduzir o valor do benefício para 50%, mais 10% por dependente (incluindo o viúvo ou viúva), no limite de 100%, alegando que o Brasil é um dos únicos países do mundo onde a pensão é integral.

  • Regra de transição (Solidariedade)

O Solidariedade propõe substituir todas as regras de transição da proposta por uma única, considerando idade mínima de 60 anos (homem) e 55 anos (mulher), com pedágio de 30%. O temor é que, se esse destaque passar, a economia com a reforma cairá drasticamente.

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Segundo técnicos da equipe econômica, só as regras de transição têm potencial para gerar uma economia na casa de R$ 700 bilhões.

  • Regra de cálculo (PT)

Os deputados querem retirar do texto as mudanças nas regras de cálculo dos benefícios dos regimes de Previdência dos servidores públicos e dos trabalhadores da iniciativa privada. A nova regra prevê que o cálculo seja feito pela média dos salários correspondentes a 100% do período de contribuição. Isso reduz o valor da aposentadoria. Hoje, o cálculo é feito com base na média dos 80% maiores salários.

  • Cálculo para chegar ao teto (PT)

O destaque prevê retirar do texto a regra de cálculo do valor do benefício para conseguir receber a aposentadoria no seu valor integral. Por essa regra, quem se aposentar terá direito a 60% da média das contribuições, com acréscimo de 2% a cada ano que exceder o período de 20 anos de contribuição, para aposentados do INSS e servidores.

  • Pedágio (PDT)

O partido quer retirar, da regra de transição, a exigência de pedágio para cumprir o tempo mínimo de contribuição para a aposentadoria. Outro destaque prevê a redução do pedágio de 100% para 50% para servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada. 

  • BPC (Cidadania)

O partido quer retirar do texto a previsão de que têm direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) idosos e pessoas com deficiência em famílias com renda familiar per capita inferior a 1/4 do salário mínimo. Esse requisito já existe em lei e o relator buscou constitucionalizar o tema para evitar a judicialização.

  • Abono (Psol)

O Psol que manter como é hoje as regras de concessão do abono salarial do PIS/Pasep, que prevê o pagamento de um salário mínimo para trabalhadores que ganham até dois salários mínimos. O texto da reforma estabelece que terá direito ao abono quem receber até  R$ 1.364,43. 

Fonte: IG Economia
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Economia

De costas para o Brasil

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Divulgação/Twitter/Potus

Estados Unidos e China fecharam um acordo comercial após embates que acontecem desde a eleição de Donald Trump

O país anda tão mergulhado em seus próprios problemas que muita gente tem se esquecido de prestar atenção às decisões internacionais que afetam diretamente seus interesses e podem prejudicar ainda mais a combalida economia do país.

Foi o que aconteceu, por exemplo, no início da semana, com o avanço das negociações entre os
Estados Unidos e a China para colocar um ponto final na guerra comercial que vêm travando desde a posse de Donald Trump.

EUA e China chegam a acordo que pode dar trégua à guerra comercial; entenda

No início de agosto passado, foi dito neste espaço que o acordo entre as duas potências era uma questão de tempo não por rendição dos chineses, mas por pressão dos  agricultores americanos.

No calor das desavenças, eles viram a queda acentuada de suas  exportações de soja para a potência oriental. Não gostaram da situação e passaram a exigir que o governo encontrasse um jeito de não prejudicá-los.

Pois bem: o pré-acordo que Trump espera ratificar no próximo mês prevê como a  contrapartida chinesa para a redução das sobretaxas sobre produtos chineses o aumento das exportações de grãos, exatamente como exigia o secretário da Agricultura dos Estados Unidos Sonny Perdue.

Artigo: Briga de cachorro grande

Ex-governador da Georgia e defensor intransigente dos interesses dos agricultores , Perdue chegou a anunciar, ainda no mês de julho passado, que o acordo sairia em poucos meses. Ele previu, inclusive que o aumento imediato das exportações dos grãos  seria de 20 milhões de toneladas. 

 Para comprar toda essa soja dos americanos, os chineses terão que deixar de comprá-la de seu outro grande fornecedor: o Brasil.

Os culpados de sempre

Tereza Cristina arrow-options
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Tereza Cristina, ministra da agricultura, é criticada por defender o campo

Não há nada de errado com os movimentos de Perdue na defesa dos interesses de sua
pasta.

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Em qualquer país sensato do mundo as pessoas consideram uma obrigação do responsável por um ministério (ou secretaria, como as pastas são chamadas nos Estados Unidos) a implementação de políticas públicas voltadas para os interesses dos segmentos sob sua responsabilidade.

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Nada mais natural, por mais acaciana que a frase pareça, que um secretário da Agricultura faça o que estiver a seu alcance para beneficiar os agricultores. Tal obviedade, que vale para qualquer lugar do mundo, não se aplica ao Brasil.

Por aqui, tem gente que protesta toda vez que a ministra Tereza Cristina ergue a voz em defesa do campo.

Na opinião de certas militâncias urbanas, a ministra deveria unir sua voz ao coro dos que se juntam em frente ao MASP, em São Paulo, ou na Cinelândia, no Rio de Janeiro e exigem que o mundo deixe de comprar alimentos  brasileiros em protesto contra os incêndios na Amazônia.

Calma! Os incêndios na Amazônia são extremamente graves e o governo federal, bem como os governos estaduais, têm a obrigação de combate-los e de punir quem os provoca — sejam eles fazendeiros, grileiros, indígenas ou militantes interessados em ver a floresta pegar fogo.

Mas daí a atribuir ao agronegócio a culpa pelos incêndios seria o mesmo que responsabilizar os pescadores do porto de Mucuripe, em Fortaleza, pelo derramamento de óleo que (diante do silêncio das organizações ambientalistas) vem empesteando as praias do Nordeste: além de uma estupidez sem tamanho, seria uma injustiça descomunal.

Queda na safra

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Reuters

Agronegócio brasileiro enfrenta dificuldades econômicas em 2019

Mas isso não importa e parece que, por vias indiretas, a turma que defende esse tipo de insensatez logo terá o que comemorar: as dificuldades que atingiram o conjunto da economia nos últimos anos, parece que finalmente estão chegando ao campo.

Na semana passada, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), de Piracicaba, divulgou os números do PIB Agrícola Brasileiro referentes a julho deste ano — e eles não são tão viçosos como os dos anos anteriores.

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Pelo levantamento do Cepea, que é ligado à Escola Superior de Agricultura Luíz de Queiroz, da USP, feito com o apoio da Confederação Nacional da Agricultura, a produção rural , que se notabilizou como o único braço dinâmico da economia brasileira nos momentos mais agudos da atual crise econômica, começa a dar sinais de perda de fôlego.

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No conjunto, os negócios do campo tiverem, entre janeiro e junho, um crescimento modesto , de apenas 0,64% em relação ao ano passado. O número é preocupante. Esse crescimento discreto só foi possível porque a pecuária — que sempre andou atrás da produção de grãos na formação do PIB do campo — desta vez saltou na frente.

Entre janeiro e julho deste ano, estimulada pelo aumento da demanda mundial por proteína
animal, a produção de carnes cresceu 7,04% em relação aos mesmos sete meses de 2018. A safra de grãos , no entanto, recuou 1,75% em relação ao ano anterior.

A queda foi motivada por um conjunto de fatores que começam pela redução das chuvas em relação à safra passada, passam pela redução dos preços de algumas commodities importantes e, claro, desaguam nas condições gerais da economia brasileira — que, como é obvio, acabaram repercutindo negativamente sobre o campo.

Num cenário como esse, ao invés de proteger o que dá certo , o Brasil faz exatamente o
contrário. 

Amigos, amigos…

Eduardo Bolsonaro arrow-options
Paola de Orte/Agência Brasil

Deputado Eduardo Bolsonaro não esconde sua simpatia pela família de Donald Trump

O silêncio do governo brasileiro em relação aos termos do acordo entre as duas maiores  potências econômicas do mundo é preocupante.

Nenhuma autoridade por aqui abriu a boca para se queixar dos prejuízos que virão com o aumento dos volumes das exportações de soja, de milho e de derivados da carne de porco dos Estados Unidos para a China causará um prejuízo monumental ao campo brasileiro.

Análise: Mudar para ficar igual

Isso mesmo. Dizer que os Estados Unidos venderão mais alimentos para a China implica dizer, na mesma frase, que o Brasil passará a vender menos. Parece que a enorme simpatia que o deputado Eduardo Bolsonaro tem pela família do presidente Donald Trump não será suficiente para livrar o Brasil de uma realidade incômoda.

O campo dos Estados Unidos é o maior adversário do único setor produtivo dinâmico na economia brasileira — o agronegócio . Cada vez que um militante na Avenida Paulista ergue um cartaz criticando a produção rural brasileira, um fazendeiro bate palmas na Georgia. E a vida segue.

Fonte: IG Economia
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Economia

Evento de venda de imóveis em SP tem de desconto a patinete elétrico de brinde

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Agência Brasil

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Fernando Frazão/Agência Brasil – 8.4.16

Evento tem 3.000 imóveis em São Paulo, e cidades próximas

Em sua primeira ediçao, o Salão do Imóvel SP oferece para venda moradias destinadas a todas as faixas de renda e com taxa de juros reduzida.

Muitas construtoras prepararam condições especiais para o primeiro Salão do Imóvel SP.

Entre as ofertas  estão Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e registro gratuitos, descontos de até R$ 15 mil , entrada parcelada em 60 vezes, gratuidade de condomínio por um ano, piso laminado.

Juros da casa própria estão menores: compare e encontre a melhor opção para você

As mais criativas estão oferecendo voucher (documento que comprova o direito a um serviço) em restaurantes e até um patinete elétrico a cada comprador de imóvel.

O evento começa nesta sexta-feira (18) e vai até domingo (20), os interessados na compra de moradia podem visitar cerca de 40 empresas do mercado imobiliário instaladas no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, Vila Guilherme.

O atendimento vai das 9h às 20h, e a entrada é franca. Estão à venda mais de 3.000 imóveis situados na cidade de São Paulo e em nunicípios da região metropolitana, da Baixada Santista e do interior próximo à capital.

Redução de juros faz prestação da casa própria cair até R$ 997, mostra simulação

São apartamentos e casas com metragem a partir de 24 metros quadrados (m²) e valor mínimo de R$ 133 mil.

O primeiro Salão do Imóvel SP tem patrocínio exclusivo da Caixa Econômica Federal , que participa do evento ofertando a linha de crédito SBPE, com taxas efetivas a partir de 7,5% ao ano (aa) + Taxa Referencial (TR) ou a nova modalidade de financiamento, com reajuste pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA),  que mede a inflação a partir de partir de 2,95% aa + IPCA.

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De acordo com o vice-presidente da Caixa, Jair Mahl, o valor da prestação pode ficar até 50% abaixo do que o da prestação original.

“Não tendo uma taxa fixa, naturalmente, a prestação se torna mais baixa. Pode ir aumentando com o tempo, mas inicialmente pode chegar a ser 50% mais barata que aquela que estamos acostumados a conhecer no país. Ela é vinculada ao IPCA + 2,95%, o prazo é menor, o tempo que [o comprador] vai pagar é menor, e também o comprometimento de renda é menor . Isso faz com que se tenha uma segurança em contratar com o IPCA”, explicou Mahl.

Casa própria mais barata: Caixa corta juros do financiamento imobiliário

O evento é realizado pelas três principais entidades do setor : Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc); Secovi-SP (Sindicato da Habitação) e Sindicato da Indústria da Construção Civil (SindusCon-SP).

O presidente da Abrainc, Luiz França, destacou que o momento vivido pelo mercado imobiliário é favorável. “O mercado está bastante propício para compra. Estamos num momento que o nível da taxa de juros para financiamento imobiliário é o nível mais baixo dos últimos 10 anos, portanto é uma boa oportunidade de comprar imóvel agora e financiá-lo”.

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França lembra ainda o objetivo do Salão, afirmando que o evento é uma ótima oportunidade de compra, “Porque as pessoas vêm aqui e conseguem visitar vários empreendimentos, compará-los e tomar a sua decisão. Isso é uma grande facilidade para o comprador, para que tome uma decisão segura de algo que é tão importante para a vida dele”, acrescentou.

Já o presidente da SindusCon SP, Odair Senta, ressaltou que, depois dos anos de crise, a indústria vê a retomada do setor.

“A indústria da construção foi muito impactada pela crise, passou anos difíceis”, disse Odair Senta. Para ele, agora sente-se que há um início positivo , embora ainda seja muito necessário contar com renda e emprego, mas o viés é positivo.

“O clima de crédito imobiliário está extremamente positivo para o consumidor, vamos ter anos melhores, com mais sustentabilidade do que no passado, com financiamentos mais flexíveis e juros mais baixos”, acrescentou.

Leilão

As novidades incluem, ainda, um leilão no formato presencial (sábado, 19, a partir das 13h) e também virtual. Os imóveis ofertados estão disponíveis no site da Caixa Econômica Federal, onde também podem ser encontradas as regras e formas de participação.

Segundo os organizadores do Salão, para quem compra, esse tipo de evento tem vantagens como variedade de imóveis, preços competitivos , maior poder de negociação, condições especiais e a presença do principal agente financeiro, no mesmo local.

Para as empresas , o grande número de visitantes possibilita o aumento no volume de vendas. Mais informações podem ser obtidas na  página do evento na internet.

Fonte: IG Economia
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