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Mato Grosso

Agricultores familiares plantam 80 hectares de frutíferas em Sorriso

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Com uma produção de 400 toneladas de goiaba por ano, o agricultor familiar Ademar Aparecido Capeli, do Assentamento Jonas Pinheiro, localizado no município de Sorriso (420 km ao Norte de Cuiabá), falou da sua experiência no cultivo de frutíferas durante o 3º Dia de Campo sobre Fruticultura Irrigada, realizado na última sexta-feira (10.05). No mesmo assentamento, 90 famílias estão cadastradas e 40 estão produzindo, numa área de 80 hectares, diversas frutas, tais como goiaba, manga, coco, pinha, abacaxi, banana, mamão, acerola e outras.

Pioneiro no cultivo de frutas na região, o agricultor Ademar possui uma área de 32 hectares, onde cultiva goiaba, coco, manga, pinha e mamão. Ele explica que a comercialização da goiaba é feita de três formas diferentes, in natura é vendida por R$ 3,50 o quilo, fruta madura por R$ 2,00 o quilo e a polpa por R$ 1,00 o quilo. “A goiaba produz o ano todo e a colheita é feita diariamente para atender os mercados de Sorriso, Lucas do Rio Verde, Sinop e também a merenda escolar”, enfatiza.

Com uma produção de cinco mil quilos de pinha, o produtor explica que a fruta produz durante cinco meses por ano, sendo comercializada por R$ 8,00 o quilo, o que pode gerar uma renda bruta de R$ 40 mil nesse período. O produtor iniciou o cultivo de frutas numa área de oito hectares e quer chegar a 40 hectares, diversificando ainda com o cultivo de uva. “Toda fruta tem a sua particularidade e segredo. O município, no futuro, poderá até exportar a sua produção”, comentou Capeli.

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O presidente da Cooperativa de Hortifrutigranjeiros de Sorriso (Cooperiso), Ivaldino Hahn, fala do potencial de produção por mês no Assentamento. A banana nanica chega a 15 toneladas, a melancia 30 toneladas e o abacaxi a aproximadamente seis toneladas. Além da comercialização in natura, outro destaque é para a produção de sucos e polpas. O presidente Hahn comenta que nas escolas do município são consumidos 700 mil litros de sucos por mês, de frutas que podem ser produzidos pelos produtores da região.

Presidente da Empaer, Renaldo Loffi, destacou a  fruticultura  uma atividade de  importância econômica e social para agricultura familiar.

O secretário de Agricultura Familiar (Seaf), Silvano do Amaral, falou que a merenda escolar é o maior consumidor dos produtos da agricultura familiar, e que a economia do pequeno produtor desenvolve a renda do município. “É um orgulho participar desse evento que promove a potencialidade da fruticultura na região e conta com a participação de jovens que ainda querem produzir e se manter na propriedade rural”, relata.

O objetivo do Dia de Campo foi apresentar a potencialidade do cultivo de frutíferas no município, com o tema “Os desafios no manejo para produzir com qualidade”. O Programa Municipal de Incentivo a Fruticultura Irrigada, chamado “Frutifica Sorriso”, começou em 2017, e é coordenado pela Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (Sama).

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Durante o evento, membros do Comitê Gestor da Fruticultura Irrigada debateram sobre a implantação, manejo e comercialização das frutas. Os participantes percorreram três estações, que abordaram a dinâmica de máquinas e implementos, a qualidade das mudas o cultivo da piscicultura nos tanques usados para irrigação e  a irrigação de pomares perene.

O engenheiro agrônomo da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Marcelo Resende Ribeiro, explica que o Assentamento Jonas Pinheiro possui 264 famílias que ocupam uma área de 7.305 hectares. Além de frutas, produzem hortaliças, mel e outros, e a previsão para o ano de 2021, é que a produtividade de manga atinja 30 toneladas por hectare, a de goiaba até 40 toneladas/hectare e de coco até 150 frutos por árvore. “O cultivo da goiaba pode dar uma renda bruta de até R$ 70 mil por hectare, sendo comercializada por R$ 2,50 o quilo da fruta”, esclarece Marcelo.

O presidente da Empaer, Renaldo Loffi, destacou que a fruticultura é uma atividade de grande importância econômica e social para o município, e também uma das cadeias produtivas mais importantes no fortalecimento da agricultura familiar, especialmente para geração de renda. Loffi colocou a disposição dos agricultores os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) executados pelos técnicos da Empaer em Sorriso e regional de Sinop.

O evento contou com a participação do prefeito do município, Ari Lafin, vereadores, estudantes, pesquisadores, produtores e outros.

Fonte: GOV MT
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PM intercepta trio e evita que droga chegue ao Pará

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Policiais militares prenderam, na noite desta quarta-feira (22), três pessoas por tráfico de drogas. O trio, um homem e duas mulheres, estava no guichê da rodoviária de Cuiabá comprando passagens com destino a Novo Progresso, no Pará, onde 34 tabletes de intorpecentes seriam entregues. Uma das mulheres carregava uma criança de colo que foi entregue à avó materna.

Os militares foram informados que R.A.O., (30), G.C.A.N., (21) e J.F.R., (19), saíram do bairro Jonas Pinheiro com destino à rodoviária e que estariam transportando a droga. Foram passadas as características das vestes e as características físicas do homem que estaria acompanhado de duas mulheres, sendo uma delas com um bebê.  

Na rodoviária, o trio foi identificado e a abordagem realizada. Todos apresentavam bastante nervosismo. Foram encontrados dentro de uma mala 33 tabletes de maconha e, em uma mochila, mais uma porção grande de cocaína, além de uma porção de pasta base. Em conversa, os suspeitos disseram que entregariam  o  entorpecente  na  cidade  de  Novo  Progresso, no Pará. A Droga e os suspeitos foram entregues na delegacia para as devidas providências.

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Fonte: GOV MT
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Empresas públicas discutem aspectos e aplicação da Lei das Estatais

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Representantes de empresas públicas e sociedades de economia mista de Mato Grosso se reuniram na quarta-feira (22) para discutiros aspectos e aplicação da Lei das Estatais (Lei nº 13.303/2016). O evento foi promovido pela Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), em parceria com a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), por meio da Escola de Governo.

Durante o evento, a advogada Mara Florêncio explicou sobre a aplicação da lei que veio para substituir a Lei das licitações (Lei nº 8.666/1993) nas empresas públicas e sociedades de economia mista. “É uma lei que proporciona inovação e que veio sanar um anseio da sociedade, já que a lei nº 8.666 é muito rígida e burocrática, foi criada em 1993, sendo que hoje em dia temos internet, inteligência artificial – e a Lei das Estatais veio para atender esse anseio”.

Ela frisa que a nova lei veio trazer uma regra de governança, de modo a proporcionar uma menor influência política nas estatais, além de trazer regras de licitações e contratos para que as estatais se tornem mais ágeis e eficientes nas suas contratações. As principais mudanças, segundo Mara Florêncio, foi restringir a quantidade de dispensa de licitações, permitir contratos de fornecimento com prazos maiores do que 12 meses, formalização de parcerias estratégicas, entre outras inovações.

“Quem acha que a Lei nº 13.303/2016 é mais rápida, ágil e não tem pontos de controle, está enganado. A lei exige governança, compliance, programa de integridade de conduta e vários aspectos de controle. Não precisa ter esse medo, por ela ser mais rápida, de que vou perder o controle, o formalismo, e vou ter desvios. Negativo. Tem muitos mais pontos de controle, como matriz de risco, que não existe na lei nº 8.666”, esclareceu. 

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A advogada Mara Florêncio explicou sobre a aplicação da lei que veio para substituir a Lei das licitações (Lei nº 8.666/1993)

Para o diretor-presidente da MTI, Kleber Geraldino, a Lei das Estatais é fundamental para a empresa de tecnologia da informação, uma vez que desburocratiza e flexibiliza a aquisição de produtos que, se fossem adquiridos por meio da Lei das Licitações, cujo procedimento licitatório demora meses, estariam desfasados.

“Essa lei veio para fomentar as empresas estatais em todos os âmbitos e a MTI está engajada para poder utilizá-la. Ela flexibiliza bastante a aquisição, pois tira a burocracia que existe na aquisição de um produto específico no mercado. Algo que pela Lei das Licitações demora seis meses para finalizar. Até lá um produto de TI já está completamente defasado”, explicou.

Ainda segundo Kleber Geraldino, o acordo de parceria estratégica formalizado entre a MTI e a Google Brasil é um exemplo de como a Lei das Estatais pode contribuir para que uma empresa estatal possa desenvolver novas soluções tecnológicas e se tornar mais eficiente e competitiva. O acordo foi assinado no dia 16 de maio e todo o processo até a assinatura foi acompanhado pela Procuradoria Geral do Estado (PGE).

 “A Google vai oferecer e-mail a preços de mercado com todos os benefícios que a Google tem. Se amanhã, em um processo licitatório, o preço ficar mais baixo, a Google vai ter que abaixar para a gente. É essa flexibilidade que estamos buscando. Trazer o melhor para o Estado, porque o mercado é muito mais rápido e volátil nas mudanças de tecnologia e o órgão público não consegue competir. Então, é mais fácil a gente buscar lá no mercado e trazer para o público e poder utilizar o que eles têm de melhor, com preço realmente de mercado”.

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O presidente do Desenvolve MT, Levi Salles Filho, também avaliou como necessária a adoção da Lei das Estatais, como uma forma de dar mais autonomia às empresas públicas e permitir que a própria sociedade as enxergue como uma empresa, porque a autarquia administra fundos de desenvolvimento, possui acionistas, realiza financiamento de capitais fixo e de giro associado a projetos, entre outros serviços. 

“Essa lei realmente vem para nos deixar mais competitivos e, especialmente para que a sociedade nos conheça e nos veja como efetivo nós somos. A sociedade precisa nos ver como empresas que dão resultados. Quem ganha com isso somos todos nós. Ganhamos porque deixamos um bom legado, a sociedade ganha porque tem serviços de qualidade e que demonstram a nossa efetividade. A lei é algo que vem ao encontro do que vai nos tornar mais competitivos”, disse.

Segundo o secretário-adjunto de Aquisições Governamentais da Seplag, Luiz Gustavo Tarraf Caran, a palestra é o pontapé para novas capacitações em torno da lei, em razão da sua importância para a administração pública.  “Já temos um curso agendado para a semana que vem, para tratar da lei de uma forma mais aprofundada, pois hoje trouxemos mais os aspectos gerais. Que consigamos desenvolver com maior habilidade e celeridade possível esse tema”.

Além da MTI e Desenvolve MT, estiveram presentes representantes da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Empresa Mato-grossense especializada em Parceria Público Privada (MT Par), Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat)  e Companhia Mato-Grossense de Gás (MT Gás).

Fonte: GOV MT
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