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A herança de João Gilberto

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IstoÉ

A morte do músico baiano João Gilberto se reveste de simbolismo. O maior intérprete do Brasil, o consagrado pai da Bossa Nova se foi depois de o Brasil ter acabado — ou, pelo menos, o Brasil que ele ajudou a construir. Um país moderno, inovador e otimista que surgiu no governo de Juscelino Kubitschek, de 1955 a 1960, com a fundação de Brasília, a poesia concreta, o Cinema Novo e teatro de vanguarda.

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IstoÉ Gente/Divulgação

João Gilberto

A inovação musical se deu com a Bossa Nova, estilo criado por João Gilberto que conquistou o mundo. Seu desaparecimento faz pensar como ele deixou de ser conhecido pelo público local e por que o Brasil não soube se consolidar na cultura mundial com a Bossa Nova.

João Gilberto realizou uma tamanha proeza que virou divindade aos ouvidos dos melômanos. Poucos pensavam que ele poderia morrer. Deu o último suspiro às 15h do sábado, 6 de junho, 27 dias após ter completado 88 anos. Estava no apartamento em que morava, no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, com a mulher, a moçambicana Maria do Céu Harris, uma cuidadora e um secretário.

A causa da morte não foi revelada. Ele tinha problemas de saúde havia anos. O velório foi o último espetáculo de uma carreira repleta de canções de sucesso e imbróglios patrimoniais. Os conflitos familiares vieram à tona na cerimônia, que ocorreu na manhã de 8 de julho, no Teatro Municipal.

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A despedida contou com centenas de pessoas e familiares, incluindo as duas filhas, Bebel e Luísa, a neta, Sofia, e ex-mulheres. Foi o primeiro velório no local com área VIP para a família. Seu filho, o produtor João Marcelo, de 59 anos, não compareceu, justificando que não podia sair de Nova Jersey, onde mora, por causa do visto de trabalho vencido. Mas criticou o “teatro” em torno do velório do pai, “tudo o que ele não queria”. Menos espetacular, o enterro ocorreu à tarde, em Niterói.

João preferia cantar a viver. Morreu coberto de glórias e dívidas. Tinha sido despejado do apartamento onde vivera por três décadas e passou a depender da família. Filhos e ex-mulheres se engalfinharam pela herança.

Para o escritor Ruy Castro , o músico viveu bem, mas não soube gerir a carreira: “Espero que pelo menos parte do que ele cantou em casa nos últimos 20 anos tenha sido gravado e possa ser trabalhado por alguém em quem ele confiasse e lançado em álbum. ‘Mas será que é bom?’, perguntará alguém. E eu direi: ‘Tenho certeza. Pelo que sei, ele cantava para as paredes como se cantasse no Municipal’”.

Se a herança é disputada, o legado se comprova unânime. “João ensinou tudo o que sei de música e de vida”, diz o músico Roberto Menescal. “A gente se reunia no apartamento da Nara Leão, em Copacabana, cantava baixinho e buscava a tal batida do samba. João surgiu, reduziu o samba a percussões mínimas do tamborim e fez-se o som. Ele gostou do nosso canto porque, segundo ele, assim não ninguém perturbava a vizinhança. Chamávamos aquilo de samba moderno. Só depois veio o termo Bossa Nova.”

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Em 1962, Menescal seguiu com João e a turma para um show no Carnegie Hall, em Nova York. “Todos ficaram por lá, menos eu”, diz. “Voltei para casar.” Até hoje, a Bossa Nova goza mais de projeção no exterior do que no Brasil.

O impacto foi incomensurável, diz o pesquisador e produtor Zuza Homen de Mello: “Nunca houve nenhum artista tão impactante quanto ele.” De acordo com o crítico Tárik de Souza, a longevidade da Bossa Nova se apoia na sonoridade perfeita: “João chamou atenção por ter alterado a estrutura da música”, afirma.“Foi a pessoa com maior poder mental que já conheci.” 

Hoje, poucos brasileiros ouvem bossa, o que compromete o futuro do ritmo. “Eles preferem pancadão e sertanejo à bossa, que se converteu em um nicho para ouvintes sofisticados”, diz Tárik. O desrespeito à memória típico dos brasileiros leva Zuza a temer um possível uso turístico.

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IstoÉ Gente/Divulgação

João Gilberto

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Cita o Beco das Garrafas, no Rio, berço do gênero. “Não ficaria surpreso se alguém tornar o local uma casa de espetáculos sertaneja. Aí, sim, fará sucesso.” Menescal explica a regressão auditiva nacional com uma regra simples: “O brasileiro produz música de qualidade, mas consome lixo”.

Fonte: IG Gente
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Evaristo Costa mostra primeiro “encontro” com Waack na CNN Brasil

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Evaristo Costa usou seu Twitter na manhã desta quinta-feira (18) para compartilhar um vídeo com William Waack, horas antes dos dois jornalistas serem anunciados pela CNN Brasil. Nas imagens, o ex-apresentador do “Jornal Hoje” fez uma chamada de vídeo “surpresa” com o ex-âncora do “Jornal da Globo” e os dois descobrem que serão companheiros de emissora.

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Evaristo Costa e William Waack arrow-options
Reprodução/Twitter

Evaristo Costa e William Waack foram contratados pela CNN Brasil


“Qual seria sua reação se desse de cara comigo na net, sem saber? Horas antes da 
@cnnbrasil me anunciar como um dos contratados eu participei de uma videoconferência”, escreveu Evaristo Costa . Veja o vídeo?


“A reação seria nenhuma porque isso está difícil de acontecer. Você está fora da minha realidade”, brincou uma internauta. “Eu adoraria”, comentou outra usuária do Twitter.

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A CNN Brasil anunciou a contratação de William Waack e Evaristo Costa no início do mês passado. O ex-apresentador do “Jornal da Globo” comandará um telejornal diário, no horário nobre, e Evaristo terá um programa semanal, apresentado direto dos estúdios da emissora em Londres. 

Fonte: IG Gente
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Vida pós-Game of Thrones: veja fotos de novo filme de Emilia Clarke

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Emilia Clarke passou os últimos 10 anos envolvida com “Game of Thrones”, que lhe rendeu uma última  indicação ao Emmy nesta semana. Como uma das protagonistas, Daenerys Targaryen, a série era prioridade na sua carreira. Com o fim da série, porém, a atriz se prepara para o cinema e em novembro estreia seu primeiro filme após o final da produção da HBO.

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Divulgação/EW/Universal

“Last Christmas”

Em “Last Christmas” Emilia Clarke é Kate, uma jovem que sempre toma as decisões erradas. Ela trabalha o ano inteiro em uma loja de itens de Natal, como uma elfa, o que a faz odiar o feriado. Mas é lá que ela conhece e se apaixona por Tom (Henry Golding).

O longa foi escrito pela atriz vencedora do Oscar Emma Thompson, junto com a roteirista  Bryony Kimmings e inspirada pela música Last Christmas , do Wham!, banda liderada por George Michael que chegou ao fim em 1986.

Paul Feig, diretor de “Missão Madrinhas de Casamento” e “As Caça-Fantasmas” assume a direção. Em entrevista para a Entertainment Weekly , que divulgou as primeiras imagens do filme , ele fala que o longa é uma carta de amor a Londres. O filme foi gravado poucas semanas antes do natal, justamente para absorver a atmosfera natalina da cidade.

Feig descreve o filme como uma comédia romântica dramática, e conta que Thompson, que também tem um papel no filme, começou a escrever a história quando George Michael ainda estava vivo, e contou com sua aprovação.

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Divulgação/EW/Universal

“Last Christmas”

Além de Emilia Clarke e Henry Golding, o filme terá ainda Michelle Yeoh, que atuou ao lado de Golding em “Podres de Ricos”.

Fonte: IG Gente
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